Últimas

Buddy Valastro vai abrir loja de doces e restaurante no Brasil

Rio – ‘Oi. Sou eu, o Buddy. Tudo bem?”, a voz pergunta do outro lado da linha, em um português carregado de sotaque norte-americano. “E então? Falei direito?”, ele questiona logo em seguida, já em inglês, antes de soltar uma gargalhada. 


‘Decidi investir no Brasil porque só aqui consegui encontrar pessoas tão apaixonadas e entusiasmadas quanto eu’, revela o Cake Boss

Foto:  Divulgação

Até aí não há surpresas — qualquer pessoa que acompanha os programas culinários de Buddy Valastro, o Cake Boss, nos canais americanos sabe que o humor é um dos traços fundamentais da personalidade do confeiteiro. No entanto, o aprendizado de expressões em português é coisa recente — reflexo da paixão que, desde o ano passado, ele passou a desenvolver pelo país e do envolvimento com ‘Batalha dos Confeiteiros Brasil’, reality show que grava para a TV Record e cuja estreia está prevista para setembro.

Por conta da gravação dos episódios da atração, o descendente de italianos de 38 anos, misto de criador de doces e pop star, ficará em São Paulo ao longo deste mês. O contato com os concorrentes brasileiros já deixou as primeiras impressões. 

“Estou surpreso com a qualidade do trabalho dos confeiteiros que vão participar do programa. Incrível como eles são criativos, como conseguem encontrar alternativas para fazer doces. Ao mesmo tempo, eles também são muito abertos ao que eu tenho para ensinar”, avalia. A qualidade dos concorrentes não é aleatória — cada um deles já é profissional da área e foi selecionado com cuidado. A emissora não abriu inscrições para o reality. Não queria correr riscos com a possível entrada de amadores. 

Os cuidados são justificados: o ganhador não sairá da atração apenas como vencedor de um programa, mas também como responsável pela filial paulistana da Carlos Bakery — confeitaria que pertence à família Valastro desde 1910. Será a primeira unidade aberta fora dos Estados Unidos — já existem 11 em território americano. Para alguém que travou contato direto com os brasileiros há muito pouco tempo, a escolha pode ser considerada inesperada. Segundo ele, a opção pelo Brasil se deu por apenas um fator: afinidade.

“Olha, eu vou ser bem sincero: estou em uma posição bastante confortável. Meus programas são vistos em todo o mundo, meu trabalho é muito reconhecido e todos sabem da qualidade dos meus doces. Eu poderia escolher qualquer país do planeta para abrir minha primeira filial internacional. Mas decidi investir no Brasil porque só aqui consegui encontrar pessoas tão apaixonadas e entusiasmadas quanto eu”, justifica. Ele não exagera quanto ao alcance do material que produz: os quatro programas já estrelados por Valastro são assistidos em 220 países e territórios, e traduzidos em 45 idiomas.

A paixão pelo Brasil nasceu e é alimentada desde o dia 20 de julho do ano passado. Durante um evento ao vivo no Shopping Eldorado, em São Paulo, o confeiteiro conseguiu colocar mil pessoas diante do palco onde preparava suas receitas. Outras dez mil, entre gritos de desespero e muito choro, acabaram impedidas de entrar no centro comercial. A confusão foi tamanha que parte do trânsito da Marginal Pinheiros teve que ser interrompida. Além disso, várias lojas fecharam as portas. “Aquilo foi uma loucura, foi insano. Nunca havia visto pessoas tão fanáticas pelo meu trabalho. Naquele momento, percebi que o Brasil tinha que entrar nos meus planos.”

Para provar essa afirmação, além da filial da confeitaria, o Cake Boss pretende abrir, até o próximo ano e também em São Paulo, uma filial do Buddy V, seu restaurante italiano. Mais um empreendimento do homem cuja fortuna é estimada em US$ 10 milhões.

A temporada no Brasil não o afastará da família. Para garantir que isso não aconteça, todo um andar de um hotel localizado no centro da capital paulista foi alugado para receber sua mulher, Lisa, e seus quatro filhos. “É possível que eles participem do programa”, Valastro cogita.

O certo, por enquanto, é que, após o término das gravações, ele voltará ao país ali pelo fim de setembro. O motivo: apresentar o último episódio de ‘Batalha dos Confeiteiros Brasil’ em uma transmissão ao vivo. “Tomamos essa decisão para garantir que ninguém saberá quem será o vencedor antes do último episódio chegar ao fim. Quero manter a tensão do público até o último instante. E vou conseguir.”

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *