Candidato da situação vence em Buenos Aires, mas terá que disputar 2º turno

Buenos Aires, 5 jul (EFE).- O partido conservador Proposta Republicana (Pro), que governa em Buenos Aires atualmente com o candidato à presidência Mauricio Macri, venceu neste domingo o primeiro turno das eleições para prefeito da capital argentina, mas não conseguiu votos suficientes para evitar a realização de um segundo turno no próximo dia 19.

Contabilizadas 91,9% dos votos, o candidato do Pro, Horacio Rodríguez Larreta, tinha 45,5%, abaixo dos 50% mais um necessários para ser eleito sem a necessidade de uma segunda votação.

Rodríguez Larreta, atual chefe de Gabinete da prefeitura, voltará a enfrentar nas urnas, daqui a duas semanas, aquele que hoje foi o segundo colocado, com 25,6% dos votos. Trata-se de Martín Lousteau, ex-ministro da Economia e candidato da frente de centro-esquerda Eco, que, em nível nacional, é aliada do Pro nas eleições presidenciais de outubro.

“É espetacular estarmos comemorando juntos esta grande eleição que fizemos”, disse o candidato do Pro no ‘bunker’ partidário montado em um centro de convenções.

Poucos minutos depois, subiu ao mesmo palanque Macri, a quem as pesquisas situam em segundo em intenções de voto para as eleições presidenciais, atrás do governista Daniel Scioli.

Prefeito de Buenos Aires desde o final de 2007, Macri argumentou que a vitória de hoje é uma “mensagem clara de confiança” por parte dos cidadãos no que seu partido fez.

“Em cada canto do nosso país, nos corações dos argentinos, cresce esta ideia de que juntos podemos, de que a mudança é possível. Isto é o mais importante”, afirmou Macri.

Em seu próprio centro de campanha, Lousteau também festejou o resultado e confirmou que não desistirá de concorrer no segundo turno, como foi especulado por alguns veículos de imprensa e analistas políticos.

“Hoje os portenhos, todos, decidiram que haverá segundo turno. Obrigado a todos, porque com o segundo turno, ganhamos todos”, afirmou o candidato do Eco, que pediu um debate com Rodríguez Larreta para os próximos 15 dias.

Em terceiro lugar, com 21,8%, ficou Mariano Recalde, que teve um dos piores resultados da Frente para a Vitória, liderada pela presidente argentina, Cristina Kirchner.

Ao lado de vários ministros, Recalde admitiu a militantes que teria “gostado de ter um pouco mais de tempo” para oferecer aos portenhos “um segundo turno diferente” e parabenizou seus oponentes.

Com um peso de 7,9% no censo nacional e 2,5 milhões de pessoas convocadas hoje a votar, a capital é o quarto maior distrito eleitoral da Argentina.

Neste domingo também houve eleições em quatro províncias do país, entre elas Córdoba, que, com 2,7 milhões de eleitores, é o segundo maior distrito eleitoral da Argentina e hoje votou para escolher seu governador.

Contabilizadas 1,3% das mesas, quem levava a melhor, com 44,61%, era o deputado Juan Schiaretti, que já governou a província e representa a União por Córdoba (peronismo dissidente, atualmente governante na província).

Em seguida apareciam o radical Oscar Aguad (34,83%), candidato de uma aliança entre o Pro, a União Cívica Radical e a Frente Cívica, e o kirchnerista Eduardo Accastello (13,98%), prefeito de Villa María.

O golpe para o kirchnerismo nos distritos chave de Buenos Aires e Córdoba só foi parcialmente suavizado por um triunfo nas eleições para governador na província de La Rioja, com o governista Sergio Casas.

Neste domingo foram realizadas ainda eleições internas não obrigatórias em La Pampa, prévias ao pleito para governador, previsto para 25 de outubro, e legislativas em Corrientes.

Em um ano eleitoral marcado pelas eleições presidenciais de outubro, a Frente para a Vitória ganhou o pleito para governador nas províncias de Salta e Chaco, no norte do país, e na Terra do Fogo, no extremo sul.

Em Neuquén, o Movimento Popular Neuquino, que governa a província há 50 anos, voltou a vencer, e em Río Negro, obteve a reeleição Alberto Weretilneck, um ex-aliado do kirchnerismo. Em Santa Fé, triunfou uma coalizão de centro-esquerda em uma disputa muito apertada, e em Mendoza venceu uma frente formada por radicais e conservadores.

Em nível nacional, as primárias serão disputadas em 9 de agosto, que definirão os candidatos que concorrerão em outubro para suceder Cristina Kirchner na presidência a partir de 10 de dezembro.

Fonte: Bol.com.br

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