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Cunha avisa que não vai se vingar do governo

Brasília – Um dia após anunciar o rompimento com o governo da presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reafirmou ontem que a saída foi uma decisão pessoal e que não se aproveitará do cargo para se vingar do governo. Em sua conta no Twitter, Cunha informou que defenderá que o PMDB saia da base governista somente no próximo congresso do partido.


Cunha defendeu que PMDB decida se sairá do governo em congresso

Foto:  Antonio Cruz/ABR

Ele desmentiu notas que publicadas em revistas e garantiu que não tratou com o vice-presidente da República e articular político do governo, Michel Temer, sobre os depoimentos da Operação Lava Jato.

“Em primeiro lugar quero desmentir as notas que estão em colunas de revistas sobre suposta conversa minha com Michel Temer”, disse. “Não tratei com ele em nenhum momento de futura citação dele por delatores. Isso não faz parte dos nossos diálogos”, ressaltou.

Cunha afirmou que, como presidente da Câmara, manterá a sua atuação de conduzir com “independência e harmonia com os demais poderes”. E que não está buscando “ganhar número” para derrotar o governo.

“Não existe pauta de vingança nem pauta provocada pela minha opção pessoal de mudança de alinhamento político”, escreveu ele no Twitter. “O que existe é eu, como político e deputado, exercer a minha militância, defendendo a posição diferente do que defendia antes”.

Deputado critica Moro

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, voltou a mencionar o juiz Sérgio Moro, a quem acusou de ter errado por tomar depoimento que o citava, quebrando a prerrogativa de deputado de ter foro privilegiado.

“Quanto ao juiz do Paraná, eu não fiz reparo a ele, só que realmente ele não poderia dar curso a participação minha, como detentor de foro”, disse. “Por várias vezes em oitivas ele interrompia as testemunhas e dizia que não podia tratar de quem tinha foro de STF. Ao que parece ele mudou. E quanto a isso meus advogados ingressarão com reclamação no STF”, pontuou.

No Twitter, Cunha voltou a negar a versão do delator da Lava Jato, Júlio Camargo, que afirmou ter entregue US$ 5 milhões a ele em propina.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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