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EI é acusado de usar armas químicas contra curdos no norte da Síria

Cairo, 18 jul (EFE).- A milícia curda síria Unidade de Proteção do Povo acusaram neste sábado o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) de usar armas químicas contra seus combatentes em pelo menos dois ataques no norte da Síria confirmados pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Ridur Khalil, porta-voz da milícia, que controla amplas regiões no norte da Síria, explicou à Agência Efe que nenhum miliciano curdo morreu até o momento, embora sofram vários sintomas após os ataques.

O primeiro foi registrado em 28 junho no bairro de Al Salhiya, na cidade de Al Hasaka, no nordeste da Síria, contra o qual os jihadistas lançaram projéteis que continham produtos químicos.

Já o segundo ataque teve como alvo as posições das forças curdas no vilarejo de Tel Barrak, ao norte de Al Hasaka, segundo Khalil.

O Observatório confirmou ambos os ataques realizados pelo EI, mas disse que não foi possível identificar a substância utilizada pelos radicais.

Em comunicado, a milícia explicou que os projéteis de ambos os ataques continham um gás amarelo que emitia um forte cheiro de “cebola podre” e deixava um líquido oleoso de cor verde que assume um tom dourado quando recebe a luz solar.

“Nossos combatentes que estiveram expostos aos gases sofreram dores na garganta, nos olhos e no nariz, assim como fortes dores de cabeça, dores musculares e problemas de concentração e coordenação”, reza o comunicado.

Os combatentes que permaneceram mais tempo nos lugares afetados, onde o cheiro dessas substâncias permanece durante um longo período, também sofreram com vômitos. O Observatório confirmou os sintomas sofridos pelos milicianos curdos, assim como a asfixia.

As forças curdas também encontraram máscaras de gás em posse do EI, o que indica que “estão equipados para a guerra química”, segundo o comunicado da Unidade de Proteção do Povo.

O EI também foi acusado de usar gás cloro no Iraque contra as tropas curdas “peshmergas” e o exército do país.

Os jihadistas controlam amplas regiões do Iraque e na Síria desde junho de 2014, quando declararam um califado nos territórios conquistados em ambos os países.

Fonte: Bol.com.br

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