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Filme agridoce e sensível prova que Green não é só marketing

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Cidades de papel são cidades inventadas por cartógrafos e inseridas em seus mapas para que eles não sejam falsificados. Se alguém reproduz um mapa com uma localidade fictícia, fica mais fácil reconhecer um plagiador.

No livro e no filme Cidades de Papel, essa é a metáfora adotada para criticar a falsidade de um mundo baseado nas aparências.

Cidades de Papel

John Green, autor do livro, talvez não tenha o fôlego reflexivo para dar conta da complexidade da metáfora.

Por outro lado, como já havia provado em “A Culpa É das Estrelas”, é capaz de criar narrativas sensíveis e envolventes sobre a passagem da adolescência ao mundo adulto.

Em “Cidades de Papel”, o adolescente Quentin nutre uma paixão platônica por sua vizinha. Certa noite, ela o leva a uma série de aventuras e, no dia seguinte, desaparece.

Quentin faz de tudo para achá-la. Ao final, entenderá que o fundamental não era o destino, e sim a jornada de autodescobrimento até lá.

“Cidades” tem uma levada agridoce que faz lembrar “Conta Comigo” (1986), baseado em Stephen King, em que um crime leva ao amadurecimento do protagonista.

Como King no começo de carreira, Green é um best-seller questionado em seus méritos artísticos. Mas “Cidades de Papel” reforça a tese de que seu sucesso não tem a ver apenas com marketing.

CIDADES DE PAPEL (Paper Towns)
QUANDO: ESTREIA NESTA QUINTA (9)
ELENCO: NAT WOLFF E CARA DELEVINGNE
PRODUÇÃO: EUA, 2015, 10 ANOS
DIREÇÃO: JAKE SCHREIER

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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