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Jato de passageiros da Lufthansa quase colide com drone

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Informações sobre uma quase colisão entre um drone (aeronave de pilotagem remota) e um jato comercial com 108 passageiros a bordo, na Polônia, levaram à retomada das preocupações quanto à divisão do espaço aéreo entre os aviões comerciais e os drones.

O jato Embraer 195 estava se preparando para pousar no aeroporto de Varsóvia quando o piloto reportou um objeto “que parecia ser um drone” a menos de 100 metros do avião, confirmou um porta-voz do aeroporto de Varsóvia. O avião aterrissou em segurança.

A Lufthansa confirmou que, ao descer à altitude de 750 metros, a tripulação de seu jato observou um objeto negro do lado direito do aeroporto que “eles acreditam ser um drone”. A polícia está investigando.

Um funcionário da Agência Polonesa de Navegação Aérea disse ao canal de notícias TVN24 que os controladores de tráfego aéreo haviam aconselhado uma mudança de curso, e que ele considerava como “sério” o incidente da segunda-feira.

Houve diversos casos reportados de quase colisões entre drones e aviões nos últimos anos, a despeito de regras severas que proíbem o uso de aviões civis não tripulados em espaço aéreo protegido, o que inclui áreas próximas a aeroportos.

Em dezembro, as autoridades de aviação britânicas confirmaram que um helicóptero drone chegou perto de colidir com um Airbus A320, na metade do ano passado, voando a cerca de 230 metros de altitude.

Turbinas de aviões são altamente sensíveis e contato com uma ave pode ser suficiente para danificá-las ou destrui-las.

As autoridades de aviação estão demorando a definir regras sobre como drones comerciais poderiam dividir o espaço aéreo com outras aeronaves, em parte por medo de um maior número de incidentes como esses.

No Reino Unido, encarado como um dos países mais avançados em termos de regulamentação, os drones civis hoje podem voar “em raio visual” de seu operador e a altitude máxima de 120m metros.

Nos Estados Unidos, drones não podem voar a menos de oito quilômetros de aeroportos a menos que o operador contate a torre de controle.

Alguns fabricantes de drones começaram a programar aparelhos civis para que estes não sejam capazes de operar perto de áreas delicadas, como edifícios do governo ou aeroportos.

A Lufthansa anunciou no mês passado que estava explorando maneiras de explorar o nascente mercado de drones comerciais, o que incluiria serviços de manutenção de drones e treinamento de pilotos.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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