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Manifestantes protestam contra assassinato da trans Índia

Cerca de cinquenta pessoas participaram, na tarde deste domingo (21), de um ato para chamar a atenção para os casos de violência contra pessoas trans. A reunião ocorreu na Praça do Arsenal, bairro do Recife, e foi organizada após o assassinato da trans conhecida como Índia, na madrugada do dia 12, às margens da BR-101, no Barro.

Nascido Weidson Carlos do Nascimento, Índia morreu aos 29 anos, no Hospital da Restauração (HR) em consequência dos graves ferimentos. O caso é um exemplo de situações que ainda fazem parte da realidade das pessoas trans, como ressaltou a ativista Maria Clara de Sena, 36, do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (MEPCT). “Travestis também sofrem tortura psicológica desde na verificação de documentos, em revistas agressivas e constrangedoras pela polícia”, acrescentou.

As atividades deste domingo começaram com uma oficina de produção de cartazes que evidenciavam agressões e desrespeito sofridos, como “A sua piadinha mata travesti todo dia”. Entretanto, também sinalizavam desejos e indicativos que buscam perante à sociedade, como “TransForme preconceito em Respeito” e “TransBorde Amor”.

Estudante de Psicologia, Dandara Alves explicou que após a oficina ocorreria um “aulão”, para discutir o problema da violência. Ao final, a ideia era formular um documento a ser entregue ao prefeito do Recife, Geraldo Julio, e ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ambos do PSB. Mas o coletivo reavaliou que, definidos os pontos, reagendou a formulação final para uma reunião com os coletivos LGBT municipais e estadual, na quarta-feira, às 19 horas, na sala de vídeo do sétimo andar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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