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Museus do transporte, do Jaçanã e da imigração japonesa ensinam sobre SP

17/07/2015 – 02h00

MARIANA AGUNZI
WESLEY KLIMPEL
DE SÃO PAULO

São Paulo possui uma rota museológica grande. De acordo com o Cadastro Nacional de Museus do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), há mais de cem acervos espalhados pela cidade. Confira três opções que ensinam sobre a história da cidade:

Haja Memória

Museu dos Transportes Públicos
Entre as relíquias do acervo estão os primeiros bondes a circular em SP e no Rio de Janeiro

O barulho do trânsito da avenida Cruzeiro do Sul parece anunciar o tema do museu, que hospeda diversos veículos de transporte público. Pode-se ver bondes antigos, como o primeiro a circular no Brasil (no Rio de Janeiro, em 1859), e o primeiro a rodar em São Paulo, em 1872. Há alguns exemplares de ônibus, incluindo um Fofão -veículo londrino de dois andares, pertencente à frota de 37 modelos que circulou pela capital paulista nos anos 1987 a 1993. Outros veículos, como um Fusca e um Ford T, primeiro carro do mundo produzido em série e que participou de uma expedição pelas Américas em 1928, também podem ser vistos. Criado em 1985 por Gaetano Ferolla, ex-funcionário da Companhia Municipal de Transportes Coletivos -que administrou os ônibus da capital paulista até 1995-, o museu reúne, ainda, imagens, documentos, maquetes, passes, miniaturas de automóveis e itens doados por antigos profissionais.
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Museu da Imigração Japonesa
Animais empalhados se misturam ao acervo de documentos históricos

Criado em 1978, ocupa três andares de um edifício na Liberdade. No primeiro deles, os destaques são duas miniaturas de navios -reproduções das embarcações que trouxeram os japoneses ao país no início do século 20- e a réplica de uma cabana, que era moradia de uma família de colonos. Animais empalhados que viviam próximos aos imigrantes nestas cabanas, como anta, ema e onça-pintada, estão expostos. O segundo andar do acervo evidencia a vida urbana dos japoneses no Brasil, e o último abrange as décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial.
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Museu Memória do Jaçanã
Relatos de maquinistas e outros objetos resgatam o bairro do “Trem das Onze”

“Se eu perder esse trem que sai agora, às onze horas, só amanhã de manhã.” A frase da famosa composição de Adoniran Barborsa, pintada no muro de entrada, recebe os visitantes que chegam ao pequeno museu do Jaçanã. Dedicado a guardar as memórias do bairro, o espaço modesto conta com cartazes, fotos e objetos históricos que foram doados por moradores. É possível ver, por exemplo, uma máquina de costura e um rádio portátil antigos, que pertenciam aos residentes do bairro da zona norte. Repare nos papéis que trazem relatos orgulhosos dos maquinistas do trem que passava por Jaçanã -e que ficou eternizado na voz do compositor.
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Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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