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Novo disco de Geraldo Maia tenta refletir as crises do planeta

“Avia” é o 11º álbum da carreia de Geraldo Maia. Foto: Teresa Maia/Reprodução

“O sentido é de ‘vamos pra frente’ ou ‘vamos fazer o nosso'”. É assim que o cantor e compositor Geraldo Maia define o nome do quarto álbum autoral, Avia. Com 13 faixas, o trabalho, ainda em fase de produção, contou com a colaboração de compositores como Juliano Holanda, Silvério Pessoa e Tibério Azul. Responsáveis por “letrar” as melodias criadas por Maia, eles precisaram traduzir, de forma poética, o significado da palavra escolhida para nomear o projeto. “Quando pedi as letras, falei do que queria nelas. Queria falar das indagações da humanidade. Existe uma crise no planeta, não apenas de capital, mas de todo tipo. As letras acabaram refletindo isso”, destaca o recifense. Ainda sem data definida para o lançamento, Avia terá a participação de Almério, Aninha Martins e Zé Brown.

Filho de pais portugueses, Geraldo Maia iniciou a carreira musical na década de 1980. Apesar da origem, o músico deu os primeiros passos da trajetória artística ao participar de um disco coletivo baseado nos pastoris natalinos do Nordeste.

Em 2003, o pernambucano gravou Deusa da minha rua, com Yamandu Costa. A canção integrou a trilha sonora do filme Lisbela e o prisioneiro. Pouco mais de dez anos depois, Maia  passou para as páginas de Breu, livro autobiográfico lançado em 2014, sobre conflitos pessoais vividos ao longo de mais de cinco décadas de vida. Recentemente, o cantor emprestou a voz aveludada para a música Farol, tema dos personagens Arlinda e Chico, em Amorteamo, série da Globo ambientada em um Recife assombrado.

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Entrevista >> Geraldo Maia

“Pelo meu histórico de vida, cantar é mais parte de mim do que escrever”

Qual a relação entre o nome Avia e a proposta do álbum?
O nome dá a ideia de “vamos pra frente” ou “vamos fazer o nosso”, justamente a mensagem por traz do disco. Esse país está passando por um momento terrível e o que precisamos é seguir em frente.

Então, as letras das canções presentes em Avia refletem essa ideia?
Sim. O CD tem um cunho político muito forte. Todas as 13 letras são de parceiros e quando as pedi, falei o que eu queria nelas. Queria falar das indagações da humanidade. Existe uma crise no planeta, não apenas de capital, mas de todo tipo. As letras acabaram refletindo isso, algumas de forma mais explícita que outras.

Além de composições suas, Avia conta com seu trabalho como violonista, já que você toca violão em quase todas as músicas. Esse seria o trabalho com o qual você mais se envolveu e colocou a “mão na massa”?

Esse é meu quarto disco autoral. Eu sempre me entrego por completo durante meu processo de produção. Gosto muito de trabalhar, seja cantando ou compondo. Sempre me envolvo de forma inteira. Acho que Avia se diferencia mais pelo fato de se amparar em duas categorias: uma pop e outra mais próxima da mpb.

Além da carreira musical, você também se aventurou como escritor, em Breu. O que é mais desafiador para você?
O livro foi muito desafiador, principalmente pela temática. Nele, fiz revelações penosas. Pelo meu histórico de vida, cantar é mais parte de mim do que escrever.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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