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Oferta de aluguel por temporada cresce e traz reclamações sobre serviços

Rio – O conforto se transformou em dor de cabeça para a família de Daniela Ribeiro. Ela alugou um apartamento por temporada em Copacabana para o irmão, que mora nos Estados Unidos e veio passar o mês de junho no Rio com a mulher e o filho. Quando a família abriu a porta do imóvel, viu que a unidade não era exatamente como o que foi anunciado por um site especializado no serviço.

“O forno e a TV não funcionavam e um quarto de dependência estava trancado, apesar da foto no site mostrar o cômodo aberto”, reclamou Daniela. Especialistas recomendam cuidado para não ser lesado com o serviço, ainda mais no momento em que cresce a oferta de serviços via sites com a chegada das Olimpíadas no Rio em 2016.


Daniela mostra em seu computador o anúncio no site GoHouse, com um quarto de dependência aberto, mas que estava trancado quando o apartamento foi ocupado

Foto:  arquivo pessoal

A procura por imóveis de temporada no Rio este ano está 15% mais aquecida do que a do mesmo período de 2014. “O movimento é bom e eu acho que vou ter um percentual de ocupação alto”, avalia Darlan Carlos de Souza, do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RJ).

O preço e a comodidade atraíram a família de Daniela para alocar o apartamento, na Rua Domingos Ferreira, em Copacabana, por R$1.509 para sete dias. Mas a reclamação maior com o tratamento prestado pela agência. “Disseram que a culpa da TV não funcionar era nossa. Prometeram devolveria R$100 pelo quarto fechado, mas até agora nada”, denunciou Daniela.

Segundo Mário Galvão, gerente-geral do site GoHouse, responsável pelo aluguel do imóvel, o forno estava com problema, a TV ficou desligada na tomada e que os R$100, prometidos, foram pagos. Mas Daniela reafirma que não foi ressarcida.

“A Cielo, operadora que efetuou a transação, informou que cancelou a transação. Porém, o valor não foi creditado na conta. Vamos devolver o valor”, prometeu o gerente do site. A advogada Renata Cassiano Capuzzo, da Lex Magister, explica que a Lei 8.245 (Lei de Locações) ajuda nessas horas. “É nela que temos todos os direitos e deveres”, diz.

Se for diferente da foto, valor deve ser devolvido

Caso não consiga resolver ó problema amigavelmente com o fornecedor, procure o Procon ou o Juizado Especial Cível. É o que recomenda o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

“Se, por exemplo, a casa não se equiparar com o prometido na foto, o locatário tem o direito de exigir a devolução do valor pago, como garante o Artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor”, informou o Idec.
Para tanto, o inquilino precisa desistir de ficar no imóvel. Se optar por permanecer, o consumidor pode negociar abatimento no preço, proporcional à queda na qualidade por conta da falha.

O Idec recomenda visitar o imóvel em companhia do proprietário para relacionar as condições gerais em que se encontra para evitar o pagamento de eventuais danos que não tenha causado.


Maurício Carvalho, dono do Lapa Hostel: alternativas aos apartamentos de temporada atraem interessados em festas e intercâmbio

Foto:  Carlo Wrede / Agência O Dia

Albergues e hostels atraem com preços honestos e diversão para todos

No Rio de Janeiro há albergues e hostels que além de estilo e preços mais honestos em relação a um hotel, se destacam com a promoção de festas que são bons intercâmbios. Albergues cobram diárias a partir de R$ 30 (quarto coletivo) e, em troca, oferecem conexão Wi-Fi, televisão, bar, restaurante e ar-condicionado.

É em uma das áreas mais chiques da cidade, a Zona Sul, que está concentrado o maior número de albergues. Porém, o viajante encontra boas alternativas próximo ao Centro, em bairros como a Lapa, onde a boemia se destaca, e Santa Teresa, reduto de artistas, músicos e intelectuais.

Os locais contam com pátio interno e churrasqueira, onde festas são organizadas com frequência. Os eventos reúnem muitos hóspedes, sem atrapalhar quem não quer curtir junto, e convidados, uma boa opção para se divertir e conhecer pessoas e novas línguas.

Presidente da Associação de Cama & Café e Albergues do Estado do Rio de Janeiro, Leo Barroso atribui o fenômeno ao fato de que os brasileiros venceram o preconceito contra os albergues — já que a hospedagem antes era dominada por turistas do exterior.

“O brasileiro finalmente descobriu que os albergues também têm conforto, quartos privativos e, às vezes, iguais aos de pousadas e hotéis, além de preços mais acessíveis”, afirma.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), cerca de 92% dos leitos dos albergues foram reservados para o Réveillon.

Com a recente pacificação da cidade pelas chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) até mesmo em favelas – áreas antes conflagradas pela briga entre traficantes de drogas e policiais — pode-se encontrar albergues de qualidade. Escolha qual mais se adapta ao seu perfil.

PREVINA-SE

DESCONFIE

Não confie totalmente em fotos colocadas na internet e tente obter referências sobre o imóvel. Se ele não tiver sido indicado por algum conhecido, peça ao dono que passe o contato de pessoas que já se hospedaram lá anteriormente. Se possível, busque referências sobre a imobiliária ou o locador.

PESQUISE O ENTORNO

Procure saber como é o entorno do imóvel ofertado. Há supermercado, farmácias e outros comércios? Qual é a distância da praia? A rua é calma ou cheia de bares? Defina o que é importante para você e pergunte.

CONFIRA AS REGRAS

Se o imóvel ficar em um prédio com piscina, sauna e outras opções de lazer, verifique se você poderá usá-las. Alguns condomínios só permitem a utilização pelo dono do apartamento e seus familiares, e há proprietários que omitem essa informação na hora do aluguel de temporada .

ANIMAIS

Se quiser levar algum bicho de estimação, como cão ou gato, pergunte se o dono do imóvel e o condomínio onde ele fica localizado permitem a presença de animais.

REGISTRO NO CRECI

Se a transação do aluguel da casa ou o apartamento for mediada por uma imobiliária ou por um corretor de imóveis, verifique se a empresa ou o profissional são idôneos e têm registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) da sua região, no caso o Rio. A filiação ao conselho é obrigatória e mostra histórico do corretor.

PREÇO BAIXO

Se o preço estiver muito abaixo do mercado, desconfie da oferta.

CONFIRA O CONTRATO

O contrato de locação é a garantia tanto para o dono quanto para o locatário, e por isso é recomendado mesmo que o período de estadia seja curto. Pode ter duração indeterminada e conter uma lista de tudo o que o imóvel oferece: não só móveis, mas também utensílios (material de cozinha, por exemplo). Confira tudo ao chegar ao local, preferencialmente na presença do locador.

GASTO EXTRA

É comum que o dono peça ao menos uma parte do pagamento antecipado. Gastos como IPTU, condomínio, eletricidade e gás costumam estar incluídos no preço, mas nem sempre isso acontece. É bom verificar se haverá gasto extra no contrato.

NÚMERO DE PESSOAS

Respeite o número máximo de pessoas que o dono do imóvel permite. Inquilinos extras podem ser barrados pelo dono, pelo síndico ou pelo zelador.

TESTE TUDO

Assim que chegar, experimente torneiras, descargas, chuveiros, luzes e eletrodomésticos, para ver se está tudo funcionando. O cuidado deve ser redobrado em imóveis de praia, que costumam ficar fechados muito tempo.

PEÇA CORREÇÕES

Se descobrir algum defeito depois que o dono (ou seu representante) já tiver ido embora, avise imediatamente. Ele tem a obrigação de fazer as correções necessárias.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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