Para agradar clientes, redes não cobram por sacolas

Desde abril, começou a valer em São Paulo a lei municipal que obriga comércios da capital paulista utilizar o modelo padronizado de sacolas plásticas: compostas por materiais de fontes renováveis, mais resistentes e em duas cores – verde para lixo reciclável e cinza para o lixo comum. 

Na última semana, a Justiça de São Paulo negou pedido de liminar da prefeitura da capital que tentava justamente impedir o repasse aos consumidores do custo das sacolinhas. 

Como a primeira etapa, de acordo com o Procon, terminou na última sexta-feira (10), passados 60 dias recebendo a sacolinha gratuitamente, o consumidor agora precisará pagar por elas quando fizer suas compras em supermercados de São Paulo já que, de acordo com a decisão, não há nenhuma lei que proíba a cobrança e os clientes não são obrigados a pagar pelo item porque podem levar a própria sacola de casa.

Embora as redes de supermercado tenham continuado a distribuir as sacolinhas ao longo do final de semana do feriado, desde segunda-feira (13), boa parte delas deu início a cobrança.  

Tal cobrança é facultativa, portanto, alguns supermercadistas decidiram manter a distribuição gratuita para agradar os clientes, caso do Grupo Zaffari que, antes do acordo, já não cobrava por suas sacolinhas. A rede de supermercados Mambo também seguiu este exemplo. 

“Percebemos a insatisfação do consumidor quanto a ter que adquirir as sacolas plásticas”, declarou André Nassar, diretor de negócios da Mambo.

Para a APAS – Associação Paulista de Supermercados, a cobrança é positiva por trazer transparência para o cliente. “O consumidor sabe o que está pagando [em relação ao valor das sacolinhas]. A distribuição gratuita pode fazer com que este valor fique embutido em alguns produtos”, disse uma porta-voz. 

Embora assuma que o valor das novas sacolas plásticas são mais caras do que a anterior (aquelas brancas), o diretor garante que a rede não irá repassar esse custo aos clientes de outras formas. “Não faria sentido a gente optar por absorver o custo para preservar o relacionamento com nossos clientes e aumentar o preço dos produtos”, justificou André Nassar. 

Em outros supermercados, que optaram pela cobrança, é possível encontrar as sacolinhas sendo vendidas por uma média de R$ 0,08 a R$ 0,10. Em casos de preços abusivos, o consumidor deve procurar o Procon, que exige que as sacolas regulamentadas sejam vendidas a preço de custo, ou seja, o estabelecimento não pode lucrar com elas. 

Outro ponto dessa nova lei é incentivar o uso das sacolas retornáveis ou ecobags. Há o desconto para quem utilizar meio próprio para transportar suas compras de R$ 0,03 a cada cinco produtos vendidos ou a cada R$ 30,00. “Alguns estabelecimentos podem optar em estimular o uso de ecobags por meio de promoções e sorteios”, acrescenta a APAS em nota oficial. 

Fonte: Band.com.br

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