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Partido tenta inflamar militância sem ser associado a ação golpista

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O inferno presidencial de Dilma Rousseff turbinou o discurso do PSDB, que neste domingo (5) fez uma convenção em que todos os principais expoentes previram, com maior ou menor ênfase, o fim prematuro do governo do PT.

Era nítida a preocupação dos tucanos em inflamar a militância sem ser associados a uma ação golpista para apear a presidente. Vacinas como “desfecho institucional” foram usadas nos discursos, bem como a ênfase do apoio popular à saída de Dilma.

Os tucanos acham que a presidente está isolada e que a economia não vai se recuperar tão cedo, mas não têm clareza sobre o caminho que devem percorrer para tentar forçar sua queda.

Convenção do PSDB

O grupo de Aécio Neves acredita mais na via da cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral. O problema desse caminho é como obter o apoio do PMDB, uma vez que ele implica na saída do vice, Michel Temer. Além disso, Dilma poderia recorrer ao Supremo Tribunal Federal, num caminho jurídico que, por ser inédito, ninguém sabe dizer que desfecho teria.

A outra hipótese em discussão, essa sim com participação ativa do PMDB, o impeachment da presidente e a assunção de Temer, agrada outra ala dos tucanos. José Serra, hoje próximo de líderes peemedebistas, aposta nesse caminho.

O combustível com o qual a sigla espera contar são as ruas. Eles esperam que fatos previstos para este mês, como o possível julgamento das contas de Dilma no TCU, ajudem a encorpar as manifestações previstas para 16 de agosto em todo o país.

Para o grupo de Aécio, qualquer saída que não passe pelas urnas, como uma eventual posse de Michel Temer, por exemplo, não vai diminuir a crise.

O desfecho, qualquer que seja ele, não será rápido. Da mesma forma, não será tranquilo unir todos os tucanos que dividiram o palco neste domingo a seguir a mesma partitura.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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