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Petrobras estuda abrir capital ou vender fatia da BR Distribuidora

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A Petrobras comunicou ao mercado, na noite desta quarta-feira (1º), que irá elaborar estudos para a abertura de capital da BR Distribuidora ou para a venda de uma fatia da empresa a um parceiro estratégico.
A venda faz parte do plano da petroleira de vender ativos no valor de US$ 57,7 bilhões entre 2015 e 2019. A ideia é fazer caixa num momento em que a empresa está com problemas financeiros.

De acordo com comunicado da Petrobras, uma possível abertura de capital, que implicaria lançamento de ações na bolsa de valores, ocorreria por meio de oferta pública secundária de ações.

Isso significa que o controlador -no caso a Petrobras- não emitirá novas ações da empresa. Venderá apenas ações que já possui.

Nesse tipo de operação, o dinheiro da venda vai para o controlador e não para a empresa recém listada na bolsa -como ocorreria em uma oferta pública inicial, por exemplo. A operação dependerá de aprovação dos órgãos reguladores para isso.

“Dentre as possibilidades que serão exploradas, encontram-se a atração de um sócio estratégico e a abertura de capital, tornando esta subsidiária uma companhia listada no segmento especial do mercado de ações da
BM&FBovespa denominado Novo Mercado”, diz a empresa em comunicado.

A BR é a principal subsidiária da Petrobras, responsável pela venda e o transporte dos combustíveis que são produzidos e importados pela estatal. A companhia tem 7.000 postos de gasolina sob sua bandeira no país.

BR é parte importante da receita da petroleira, mas responde por percentual pequeno de seu lucro. No Plano de Negócios para o período de 2015 a 2019, divulgado na segunda-feira (29), a Petrobras indicou que dará prioridade ao investimento na exploração e a produção, segmento que garante maior retorno, em detrimento de outras áreas.

A Petrobras ressaltou que o comunicado não deve ser considerado como “anúncio de oferta” e que a operação “dependerá de condições favoráveis dos mercados de capitais nacional e internacional.”

CAIXA

Com dívida de mais de R$ 300 bilhões, a Petrobras precisa gerar caixa. A empresa sofre com a queda do preço do barril de petróleo, com a alta do dólar, que encarece sua dívida, e com a disparidade entre o preço da gasolina que ela compra no exterior e a que ela vende no mercado interno.

A estatal sofre ainda com as perdas provocadas pelo superfaturamento de contratos e projetos no âmbito do escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

A Petrobras reconheceu, em seu balanço de 2014, uma baixa contábil de R$ 6,2 bilhões devido aos desvios. Esse valor na BR foi de R$ 23 milhões.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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