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PM reformado é baleado em operação após ameaçar agentes da PF

Policiais cumprem mandados contra acusados de homicídios, tráfico, roubo e comércio de armas e munições no Pilar

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Tombstone, que investiga grupo de extermínio responsável por grande grande número de homicídios na região do município do Pilar. O bando também é envolvido com tráfico de drogas, roubos e comércio ilícito de armas e munições. Até o momento, 11 pessoas foram presas, dentre elas, um militar reformado, atingido por um tiro após ameaçar a equipe de agentes.

Cerca de 130 policiais federais e operadores do Comando de Operações Táticas da PF cumprem 12 mandados de prisão temporária, um mandado de condução coercitiva e 18 mandados de busca e apreensão que foram expedidos pela Justiça Estadual. Além de Alagoas, a PF também cumpre mandados em Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

A partir da análise da repercussão de casos de homicídios ocorridos entre 2013 e 2014 no Pilar, a Polícia Federal instaurou inquérito em julho do ano passado, iniciando investigações sobre tais ocorrências na região. Nesse período, foi identificado grupo de extermínio, composto por agentes públicos, que agia de forma violenta e sistemática sob o falso motivo de promover uma redução na criminalidade local. Para manter o anonimato, constatou-se que o grupo – em suas ações – executava sumariamente não só criminosos, como também possíveis testemunhas.

Até o momento, 11 acusados foram presos, dentre eles, um PM reformado que ameaçou a equipe durante a prisão, com arma em punho apontada contra os policiais federais. Ele foi atingido por um disparo no abdômen, mas foi socorrido pela própria equipe e levado a um hospital de Maceió. Segundo informações, o militar não corre risco de morte.

Dando prosseguimento às ações da PF contra o crime de extermínio, a operação visa combater a violência no Pilar e no estado de Alagoas como um todo, que é apontado pelo último estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO (com dados do ano de 2012), como sendo o estado brasileiro com a maior taxa de mortos por armas de fogo (55 óbitos para cada 100 mil habitantes).

Após o cumprimento dos mandados judiciais dos resultados dos interrogatórios e dos depoimentos e da análise do material apreendido, a PF dará prosseguimento à investigação, buscando dar a consistência legal necessária para o indiciamento da associação criminosa, bem como colaborar no esclarecimento das mortes que ocorreram na região e que ainda necessitam de elucidação.

Os presos serão ouvidos na Superintendência da Polícia Federal, no Jaraguá, e, posteriormente, encaminhados ao Complexo Prisional. Nessas condições, os autores – nas medidas de suas participações – responderão pelo crime de associação criminosa, sem prejuízo pela responsabilidade dos demais crimes de homicídio, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas e munições. As penas podem superar 30 anos de prisão.

A denominação da operação faz referência ao filme Tombstone – A Justiça está chegando.

 

Por Gazetaweb

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