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Ramo da Al-Qaeda reivindica emboscada no Mali

O ramo da Al-Qaeda no Norte da África reivindicou a emboscada no Norte do Mali, ocorrida nesta quinta-feira, em que morreram pelo menos seis militares da força de manutenção de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país.

 

A reivindicação do grupo denominado Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que reclama a morte dos soldados da Minusma (sigla da missão da ONU no Mali), foi divulgada pela agência de notícias da Mauritânia, a Al-Akhbar.

Segundo a ONU, 35 soldados da Minusma foram mortos em combate desde o início da operação, em 2013, sem incluir o último ataque, fazendo do Norte do Mali, na África Ocidental, a zona de conflito mais perigosa do mundo, na atualidade, para as forças das Nações Unidas.

A área desértica do Norte do país, de dimensão comparável à França, tem sido palco de violência por parte de grupos extremistas, que aproveitaram a rebelião tuaregue de 2012 para se instalar no território.

Grupos rebeldes tuaregues reclamam a independência da região, sendo a rebelião de 2012 a quarta desde 1960 – ano da independência do Mali, antiga colônia francesa.

Os extremistas aproveitaram-se da instabilidade causada pela revolta independentista, que havia conseguido expulsar as forças governamentais do Norte do país. Eles expulsaram os tuaregues e assumiram o controle da área, mas a França interveio militarmente, no ano seguinte, com ajuda de outros países da região.

Apesar do sucesso da operação multinacional, células terroristas continuam ativas na área.

As eleições, em julho e agosto de 2013, também não resolveram os conflitos no país, e além dos extremistas, os tuaregues e milícias pró-governamentais têm protagonizado novas ações violentas, cuja intensidade tem aumentado.

Fonte: Band.com.br

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