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Ratos invadem a Fontana di Trevi de Roma e aterrorizam turistas

María Salas Oraá.

Roma, 21 jul (EFE).- Ratos e mais ratos invadem todas as noites a famosa Fontana di Trevi, em Roma, e aterrorizam moradores e turistas, que falam de uma “deterioração sem fim” da cidade, enquanto a prefeitura alega que dará uma solução “o mais rápido possível”.

O município garantiu à Agência Efe que está em conversas com as empresas responsáveis pela limpeza desde que o problema foi denunciado no jornal “Corriere della Sera” e que as redes sociais e turistas testemunharam o que vem acontecendo.

O jornal fala em “ratos enormes, colônias de dez e até 20 exemplares” que a cada noite, na escuridão, que tomam posse da fonte.

“É um constante ir e vir de roedores de 20 centímetros de comprimento”, diz a publicação.

A fonte, em obras de restauração há mais de um ano, é invadida por ratos que “sobem pelas estátuas, se escondem debaixo de andaimes, correm pela praça” e aparecem “mortos” no monumento barroco mais célebre de Roma.

Os roedores “se tornaram moradores noturnos de um dos principais pontos da cidade” e deixaram “horrorizados” os turistas, que “tiram fotos para lembrar de uma Roma cada vez mais degradada”.

Esta foi a desagradável surpresa que as espanholas Carmen e Elena encontraram ao visitar a fonte por volta das 23h de sábado após jantarem no centro, momento no qual viram “dois ratos cruzarem de lado a lado a base da fonte”.

Depois, na praça diante da fonte, “saiu um rato gigantesco”, disse Carmen à Agência Efe, impressionada com “o que acontece em uma capital da Europa e em um lugar turístico”.

Esta foi “a terceira vez” que a jovem, que vive em Roma há dois meses, vê ratos na cidade, uma presença que ocorre, na sua opinião, pela “falta de higiene incrível”.

A jovem percebeu uma limpeza “muito deficiente” nas ruas, com casos como o de “três garrafas e uma casquinha de sorvete, que ficaram durante três semanas em um ponto de táxi diante do Coliseu sem que ninguém os recolhesse”.

Os romanos também lamentaram a presença de roedores em um dos símbolos da cidade e compartilharam através das redes sociais críticas à gestão do prefeito Ignazio Marino.

“Roma, sempre pior”, comentou um usuário, enquanto outro respondeu que “pelo menos os roedores são cidadãos romanos e estão em sua casa, não como muitos turistas que sujam as ruas”.

Preocupados estão também os funcionários de restaurantes próximos, como Simone, garçom em um local diante da fonte e que disse que, “se o problema não for resolvido, os comerciantes estarão perdidos”.

“Ninguém quer se sentar em uma praça e ver ratos, mesmo que estejam na Fontana de Trevi”, afirmou.

Por sua vez, a presidente da Associação de moradores do Centro Histórico de Roma, Viviana Piccirilli, ressaltou que se trata de um “problema preocupante” que ocorre devido ao grande “calor” e à “sujeira” da capital.

“Não é só um problema da administração pública. Os ratos saem porque faz calor, buscam água. É evidente que as obras pioraram a situação, mas também os restaurantes e os turistas, com o lixo, têm culpa. É um problema também de civismo”, acrescentou.

“Não é possível que haja um policial em cada esquina. O lixo não pode ser jogado em qualquer parte, é preciso ter mais respeito com os lugares delicados”, frisou.

As obras de restauração da Fontana di Trevi, famosa por ser palco do sensual banho da atriz sueca Anita Ekberg em “La Dolce Vita” de Federico Fellini (1960), começaram em junho de 2014 e devem durar até o último trimestre de 2015, segundo os cálculos da prefeitura de Roma. Orçada em 2 milhões de euros, a reforma é financiada pela empresa de moda italiana Fendi.

Inaugurada em 1735, a obra de Nicola Salvi, segundo um projeto de Gian Lorenzo Bernini, é a fonte monumental barroca mais famosa de Roma é uma das mais famosas e fotografadas do mundo.

Fonte: Bol.com.br

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