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Retrospectiva de Coppola em SP tem filmes quase desconhecidos do diretor

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Aos 77 anos, o diretor norte-americano Francis Ford Coppola há tempos não emplaca um filme de sucesso, seja de crítica ou de público. Mas uma retrospectiva completa, como esta exibida em São Paulo até o próximo dia 29, dá a dimensão exata de um dos grandes do cinema.

Coppola foi uma metamorfose constante. Começou independente, dirigindo histórias de vários gêneros. Passou a ser um roteirista de renome, ganhando o primeiro de seus cinco Oscar em 1971, por ter escrito “Patton: Rebelde ou Herói?”, dirigido por Franklin J. Schaffner.

Depois ele dominou a grande festa de Hollywood de 1973 a 1975, levando para casa outras quatro estatuetas com “O Poderoso Chefão” e sua brilhante continuação.

Coppola se sentiu tão poderoso quanto seu Chefão e passou a se dedicar a dois projetos megalomaníacos: o épico “Apocalypse Now” -um dos filmes mais incríveis da história e também um dos mais complicados atrás das câmeras- e a criação do Zoetrope, um estúdio como os antigos de Hollywood. Ele perdeu dinheiro com ambos e depois os filmes foram se tornando mais esporádicos e menos elogiados.

A mostra paulistana acontece no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 27 e, entre os dias 23 e 29, tem sessões também no CineSesc. A programação está no site.

É fácil ver clássicos de Coppola na TV por assinatura. Por isso, o melhor da mostra é ir além de “Apocalypse”, “Chefões” e outros manjados como “Vidas Sem Rumo”, “Drácula”, “O Selvagem da Motocicleta” e “Peggy Sue”.

Estão na programação seus dois primeiros e obscuros filmes. “Tonight for Sure” (1961) e “The Bellboy and the Playgirls” (1962) são dois “nudie-cuties”, produções em que mulheres nuas aparecem a toda hora na tela.

Esse gênero erótico “light” vingou no fim dos anos 1950 e no início da década seguinte, tendo Russ Meyer como seu diretor mais atuante. Coppola foi o único envolvido nesse tipo de filme que se tornou depois um cineasta de primeiro time.

Em seguida ele faria quatro filmes antes da consagração com “O Poderoso Chefão”, e todos são atrações imperdíveis na retrospectiva.

“Demência 13” (1963) é um conto de terror; “Agora Você É um Homem” (1966), uma comédia de costumes; “O Caminho do Arco-Íris” (1968), um musical com o veterano Fred Astaire; e “Caminhos Mal Traçados” (1969), um drama pesado.

Também vale ver seus filme mais recentes, “Velha Juventude” (2007), “Tetro” (2009) e “Virginia” (2011), fracassos em que é possível reconhecer o gênio do cineasta.

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FILMES POUCO ASSISTIDOS PRESENTES NA MOSTRA

ANTIGOS
“Agora Você É um Homem” (1966)
4/7 (sáb.), às 15h30

“Tonight for Sure” (1961)
6/7 (seg.), às 16h30

“Caminhos Mal Traçados” (1969)
10/7 (sex.), às 16h30
22/7 (qua.), às 17h

“The Bellboy and
the Playgirls” (1962)
16/7 (qui.), às 16h30
19/7 (dom.), 14h

“O Caminho do Arco-íris” (1968)
17/7 (sex.), às 19h
20/7 (seg.), 19h

“Demência 13” (1963)
19/7 (dom.), 16h30
24/7 (sex.), 15h (*)

RECENTES
“Tetro” (2009)
6/7 (seg.), 19h
24/7 (sex.), 21h20 (*)

“Virginia” (2011)
18/7 (sáb.), 14h
23/7 (qui.), 17h10 (*)

“Velha Juventude” (2007)
25/7 (sáb.), 19h
28/7 (ter.), 15h30 (*)

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ONDE
Centro Cultural Banco do Brasil, r. Álvares Penteado, 11,
tel. (11) 3113-3651
(*) CineSesc, r. Augusta, 2.075, tel. (11) 3087-0500

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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