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São Paulo revisará contratos com Orlando City e empresa de Hong Kong

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A diretoria do São Paulo, a pedido do presidente Carlos Miguel Aidar, fará um pente fino em alguns contratos do clube, incluindo dois que geraram polêmica nos últimos dias: o de comissionamento à empresa Far East e o de empréstimo do meia Kaká assinado com o Orlando City, time dos EUA.

Também serão analisados contratos da gestão anterior a de Aidar, de Juvenal Juvêncio, hoje desafeto do atual presidente (que assumiu em abril de 2014).

Os acordos com a rede de restaurantes Habib’s (que tem quiosques no estádio) e com o escritório de advocacia AMVO serão analisados, segundo a diretoria são-paulina.

Leia mais: Empresa evita processar São Paulo apesar de meses de atraso em comissão

Aidar informou a conselheiros na noite desta terça (21), em um jantar no restaurante Copa Morumbi, anexo ao estádio do clube, que vai retirar da análise do conselho deliberativo o contrato com a Far East.

A empresa de Hong Kong ganhará 15% do valor total do acordo entre o São Paulo e a Under Armour, empresa norte-americana que fechou até 2020 para fornecer material esportivo aos times de futebol do clube – valor total deve chegar a R$ 122 milhões.

Como a Folha revelou na semana passada, o contrato prevê pagamento de 15% de comissão até com relação às premiações que o clube receberá da Under Armour em caso de conquistas de títulos, algo pouco usual no mercado.

Aidar avisou que vai rever pontos desse contrato e que não concorda com o comissionamento em caso de conquistas, por exemplo.

O contrato com o Orlando City será esmiuçado porque o São Paulo prevê uma batalha judicial com os norte-americanos, que cobram R$ 13,9 milhões na Justiça com relação ao contrato de empréstimo de Kaká – cobram juros de valores de rendas, parcelas não pagas e amistosos não realizados. O São Paulo entende que deve “apenas” R$ 1,7 milhão.

Na reunião desta terça, que segundo membros da situação teve a presença de 126 conselheiros (o clube tem um total de 240 membros no conselho) , Aidar avisou que não aceitará a proposta do Orlando City de vender ao clube o meia Paulo Henrique Ganso, em troca do perdão da dívida e de cerca de mais R$ 6 milhões.

O São Paulo contestará na Justiça o valor cobrado pelo Orlando City. A direção do clube tricolor pretende propor um acordo para o pagamento, uma vez que ambos os clubes têm uma parceria acertada.

PENDÊNCIAS

O São Paulo tem ainda outras três dívidas para administrar. Uma delas é de 2002 e tem a ver com a contratação de Jorginho Paulista.

Na época, o São Paulo não pagou comissão de R$ 732 mil para a empresa Prazan, responsável por intermediar o acerto. Hoje, o saldo da dívida é de R$ 1.195.870,15.

A Justiça já determinou a penhora dos valores de venda dos jogadores Denilson (Al Wahda), Paulo Miranda (Red Bull Salzburg) e Souza (Fernebahce), que juntos somam R$ 29 milhões.

O São Paulo tenta recorrer da penhora.

As outras dívidas são menores. O clube deve ao zagueiro Lúcio, cerca de R$ 700 mil, de uma parcela dos direitos de imagem atrasados, e cerca de R$ 200 mil para a empresa de Bruno Paiva pela negociação que levou Jadson ao Corinthians e trouxe Pato ao São Paulo.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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