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Sapucaí perde o ‘terror’ dos carnavalescos

Rio – A paisagem da Marquês de Sapucaí, para os íntimos Passarela Professor Darcy Ribeiro, começou a mudar de cara nesta sexta-feira pela manhã. A Secretaria Municipal de Obras iniciou a demolição da torre de televisionamento do sambódromo, um terror na vida dos carnavalescos.

A mudança foi um pedido da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), atendendo à reivindicação das agremiações, sobretudo do Grupo Especial do Carnaval carioca. A torre de televisionamento vinha sendo um martírio para algumas escolas, como Portela e Mangueira, que nos últimos carnavais tiveram problemas com a altura de seus carros alegóricos. Em 2013, a Verde e Rosa teve um dos carros danificado pela passarela, que media pouco mais de 9,5 metros.


A torre de televisionamento da Marquês de Sapucaí foi demolida nesta sexta a pedido das escolas de samba

Foto:  João Saconi / Divulgação

“Diante das dificuldades, as escolas pediram que nós fizéssemos uma solicitação ao prefeito Eduardo Paes, que nos atendeu prontamente” disse Jorge Castanheira, presidente da Liesa. No lugar da torre que começou a ser demolida ontem, a Liesa vai instalar uma nova estrutura móvel, que ficará na Marquês de Sapucaí apenas nos meses de janeiro e fevereiro, não apenas para os desfiles, mas para que a imprensa possa cobrir também os ensaios das escolas de samba de uma forma mais confortável.

“Será uma espécie de passarela, de um lado a outro da pista, que possibilitará um maior número de cinegrafistas e repórteres fotográficos fazendo dali aquelas imagens que encantam o mundo”, disse Castanheira.

A nova torre, segundo o presidente da Liesa, deverá ter entre 11,5 e 12 metros de altura, o que aliviará o trabalho dos carnavalescos. A não ser, obviamente, que os responsáveis pelo desfile resolvam aumentar também o tamanho dos carros alegóricos.

Inaugurada em 1986 e criticada em 89



A torre de televisionamento do sambódromo não constava do projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, quando a passarela foi construída, em 1984, no governo de Leonel Brizola. O apêndice foi erguido em 1986, a pedido das emissoras de tevê, além de jornais e revistas. Mas três anos depois, a Imperatriz Leopoldinense, campeã do Carnaval de 1989, teve problemas no local.

“Eles vieram com um carro em homenagem ao Duque de Caxias que por pouco não ficou entalado ali. A retirada da torre também vai despoluir visualmente a Sapucaí”, disse Castanheira.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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