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Se o Brasil fosse denso como a Coreia do Sul, seríamos 4,8 bilhões; veja outros fatos demográficos

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Escondidos em tabelas e relatórios, diversos dados interessantes da demografia ilustram de forma curiosa diversas questões práticas com os quais os países tem de lidar: o crescimento e o envelhecimento da população, a evolução das cidades, a maneira como diferentes países usam o solo ou se alimentam.

Veja alguns exemplos abaixo.

Reprodução/Flickr/istolethetv

As estimativas dos demógrafos mostram que 108 bilhões de pessoas já passaram por este planeta –cerca de 7 bilhões estão vivas nesse momento. Pode parecer muita gente morta, mas pense que a espécie humana tem cerca de 50 mil anos. Na maior parte do tempo, a população era pequena e estável.

Acredita-se que expectativas de vida de 10 ou 12 anos foram comuns em tempos pré-históricos, o que significa que a maior parte das pessoas nem chegava a se reproduzir. Nos 8 mil anos antes da Era Cristã, a espécie humana cresceu 0,0512% ao ano. No século 20, esse número chegou a 1,8% –35 vezes mais.

Reprodução/Flickr/cheesebikini
Perjovschi: Tragedy vs. Statistics

A queda na fecundidade média da mulher brasileira no começo deste século fez com que, em 2008, o IBGE promovesse um curioso “genocídio virtual”. Antes, o instituto estimava que em 2050 seríamos 259 milhões. Os números foram revisados para apenas 215 milhões. Ou seja, com uma conta, em um clique, os técnicos do IBGE dizimaram 44 milhões de pessoas.

Com menos gente jovem no país, certamente haverá impactos elevados na sustentabilidade do sistema previdenciário, que já é deficitário hoje.

Franck Fife/AFP

Se o Brasil tivesse a mesma densidade populacional da Coreia do Sul, um dos países mais “lotados” do mundo, teria 4,2 bilhões de habitantes –60% da população do mundo.

Reprodução/Flickr/oikeuttaelaimille
Granja de frango

No Brasil, há mais bovinos do que pessoas –são mais de 210 milhões de vacas e bois, contra cerca de 200 milhões de pessoas. No mundo, são 1,4 bilhão de bovinos e cerca de 1 bilhão de porcos. Mas o que impressiona mesmo é o número de galinhas: 19 bilhões, três para cada humano. No Brasil, há mais de um bilhão de galinhas.

Divulgação
São Paulo no século 19

Quando foi feito o primeiro censo no Brasil, em 1872, São Paulo, com 31 mil habitantes, era menor do que cidades como Porto Alegre (44 mil), Belém (62 mil) e Ouro Preto (48 mil). Ganhava de Manaus (29 mil) por pouco. Nova York já tinha quase 1 milhão de habitantes; Londres, quase 4 milhões.

A explosão populacional, puxada pelo café e depois pela indústria, foi fortemente estimulada pela imigração. A cidade só ultrapassou o Rio de Janeiro, se tornando a mais habitada do país, por volta de 1960.

Reprodução/Flickr/marshed
Papel Higiênico

Diferenças entre os países não se resumem a dados sobre população ou densidade. Outros indicadores podem ser curiosamente precisos ao indicar como se vive em determinado lugar. Veja o caso do consumo per capita de papel higiênico, que reflete muito bem a renda de um país.

Enquanto os brasileiros consomem 5 kg de papel para fins sanitários por habitante ao ano, os americanos consomem 24 kg. Já os indianos passam o ano, na média, com 0,1 kg. Isso significa que um americano gasta o mesmo papel que 240 indianos.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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