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Setor de chocolates observa leve melhora no 2º trimestre

Após ter registrado uma baixa de quase 10% na produção de chocolates no primeiro trimestre, o setor avalia que o período de abril a junho foi de leve melhora.

Os números da produção no segundo trimestre ainda não foram fechados pela Abicab (associação do segmento), mas a expectativa é que eles devam apresentar uma retração menor, embora ainda em um patamar negativo.

“A sensibilidade que temos, após contatos com os fabricantes, é que vamos continuar com um volume menor que o de 2014, mas perto de 6% a 7% [de queda]”, diz Ubiracy Fonseca, vice-presidente da associação.

O resultado deverá ser um reflexo mais de ações tomadas pelas empresas no período do que de melhora do ambiente econômico, de acordo com o executivo.

Entre as medidas colocadas em prática estão a redução de margens e a diversificação de portfólios.

“O cenário para o varejo ainda continua complicado, mas os fabricantes adotaram estratégias para tentar segurar a queda [nas vendas] e também reduzir os estoques.”

Sobre as exportações, o volume de embarques de chocolates continua estagnado, apesar do dólar mais favorável, segundo Fonseca.

“O câmbio ajuda, mas, entre os países que são nossos compradores, também há alguns em situação econômica instável”, afirma. Os vizinhos da América do Sul são o principal mercado para o setor.

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Cacau com castanha

A Harald, de chocolates industriais, vai construir uma fábrica em Marília (SP) destinada principalmente ao segmento de castanhas.

A empresa investirá cerca de R$ 50 milhões em uma unidade de 18 mil m². A primeira etapa deverá entrar em funcionamento em dois anos.

O grupo, cuja matriz fica em Santana de Parnaíba (SP), já tem hoje uma pequena planta em Marília, que opera há cerca de um ano.

“Foi praticamente um projeto-piloto que iniciamos para avaliar se o segmento de castanhas seria viável”, diz o executivo, Marcos Kenji Alves.

“Como o resultado foi positivo, a companhia decidiu investir na nova fábrica.”

Em abril, a multinacional japonesa Fuji Oil, dos segmentos de óleos e alimentos, comprou 83,3% da Harald, em um negócio estimado em 24 bilhões de ienes (cerca de R$ 640 milhões).

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Remédio para expansão

Apesar da crise, a farmacêutica Merck nomeia um novo CEO para o Brasil e mantém investimentos de R$ 42 milhões em obras e equipamentos para a expansão de 30% da fábrica em Jacarepaguá (RJ).

“Há oportunidades no país, temos de ter paciência e pensar no longo prazo”, diz Lawrence Ganti, CEO da Merck para a América Latina.

“Devemos aumentar em 30% a exportação de medicamentos do Brasil, de onde já vendemos para Chile, Venezuela e México.” Com a primeira fase da expansão da fábrica (no final deste ano), haverá exportações para

Equador, Peru e Bolívia e a seguir, para Argentina, Colômbia e América Central. Há a possibilidade de vendas para a Ásia.

Outro plano são parcerias com empresas locais. “Não como joint ventures, mas não há nada fechado.”

A empresa também vai aumentar o seu time de vendas. Os 200 generalistas da Merck Serono (divisão farmacêutica) serão treinados para se tornarem especialistas (hoje 50 se dedicam a especialidades).

Desde novembro, Ganti acumula o cargo de CEO no Brasil, que passou nesta quarta-feira (1º) a ser ocupado pelo brasileiro Guilherme Maradei (ex- Pfizer e Valeant).

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Comercialização de celulares no país registra queda de 12%

A venda de celulares caiu 12% entre janeiro e maio deste ano no país em relação a igual período de 2014, segundo a Abinee (entidade do setor eletroeletrônico), a partir de dados da consultoria IDC.

Foram comercializados 24.126 aparelhos ante os 27.511 do ano anterior. “Isso é um reflexo da retração do mercado consumidor que já impacta o setor”, diz Luiz Carneiro, diretor de dispositivos móveis da associação.

No período, a maior retração nas vendas ocorreu entre os aparelhos tradicionais (sem acesso à internet), com -81%.

“A isenção de PIS/Cofins no ano passado e a tecnologia forçou a migração para os smartphones, apesar do custo mais alto”, afirma.

Até maio, a venda de smartphones cresceu 16% e ocupa 94,4% do mercado.

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Preocupação… Quase 95% de 230 líderes empresariais ouvidos pela FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) afirmaram que as companhias brasileiras não incentivam ou investem na sustentabilidade de forma coletiva.

…ambiental Para 42% dos entrevistados, as organizações precisam alocar recursos em inovação para atender necessidades e não apenas o lucro. Outra parcela de 53% avalia que a transparência é a maior aliada da sustentabilidade.

Brilho A Morana, empresa de acessórios do Grupo Ornatus, inaugurou uma unidade em Orlando, na Flórida. A empresa está nos Estados Unidos desde 2013 e vai abrir outras unidades neste ano em Houston, Miami e Washington.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e DHIEGO MAIA

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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