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Todo ouro já extraído caberia em apenas quatro piscinas olímpicas

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Se você fosse um pirata e tivesse roubado todo ouro do mundo, seria necessário apenas um baú do tamanho de quatro piscinas olímpicas para guardá-lo. Para guardar a produção de um ano, bastaria achar um lugar para guardar um cubo com 5,4 m de aresta –caberia dentro de um apartamento de tamanho médio.

São extraídos atualmente em torno de 3 mil toneladas do minério por ano (que valem em torno de R$ 335 bilhões), e a produtividade vem aumentando. O total acumulado desde a antiguidade é estimado entre 160 e 180 mil toneladas, mas há alguma desconfiança nesse número pela dificuldade em estimar a quantidade extraída de ouro no passado mais remoto. Com esse ouro já extraído seria possível fazer cinco anéis de ouro para cada ser humano vivo do planeta.

O ouro é um metal bastante denso. Enquanto um litro de água pesa um quilo (densidade de 1 g/ml), um litro de ouro (no estado sólido) pesa 19,3 kg (densidade de 19,4 g/ml). Mesmo comparado a outros metais, como o ferro (7,87 g/ml), o ouro ainda é bem pesado. Para ter uma ideia, o cubo de ouro de 5,4 m de aresta pesaria o equivalente a 43 mil pessoas (o mesmo volume de água pesaria o mesmo que 2.249 pessoas).

O DE ONDE VEM

O maior produtor de ouro de 2014 foi a China, com 462 toneladas anuais. Em seguida, vêm Austrália, Rússia, EUA e Peru, nessa ordem. Na lista, o Brasil é o décimo-primeiro, com 81 toneladas extraídas anualmente (que valem R$ 9 bilhões). Os dados são da publicação GFMS Gold Survey 2015, da editora Thomson Reuteres.

Mas não é só da extração em minas que vem o ouro. Ele pode ser reaproveitado de eletrônicos, de joias antigas ou mesmo de obturações dentárias.

PRA ONDE VAI

Mais da metade do ouro extraído é usado por ourives na confecção de joias, o restante é usado como lastro em bancos oficiais, fabricação de moedas, como investimento pessoal ou mesmo como matéria prima para a indústria (em conectores e plugues banhados ao metal, por exemplo).

Os maiores países consumidores do mundo ouro a China e a Índia (com 24,2% e 23,1% do total, respectivamente). Em seguida vêm EUA, Alemanha e Japão (6,5%, 3,5 e 3,2%). O Brasil é o 19º nessa lista, com 1% do total.

Em consumo per capita, o ranking é dominado por países árabes e asiáticos, e é liderado pelos Emirados Árabes Unidos com consumo anual de 8,5 gramas por habitante.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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