Venda de residenciais aumenta no Rio de Janeiro

Rio – Os imóveis residenciais foram os destaques nas vendas registradas nos quatro primeiros meses deste ano. De acordo com dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), a alta foi de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a abril de 2014, foram comercializadas 1.896 unidades residenciais em lançamento e em estoque. Já no mesmo período de 2015 foram 1.968.


Praça do Friends, lançado pela Living Construtora, no bairro do Andaraí, na Zona Norte

Foto:  Divulgação

“Quem precisava comprar um imóvel residencial e já tinha reservado o dinheiro para efetuar o negócio não desistiu por conta da crise econômica. Já aqueles que pretendiam fazer um ‘upgrade’ de apartamento colocaram o pé no freio e vão aguardar um momento mais propício para isso”, explica João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da associação.

Para Marco Tulio Cabral, diretor da MR2 Construtora, o mercado não parou totalmente. “O que percebemos é um trabalho de braço maior do corretor. No caso do Connect, na Taquara, por exemplo, que lançamos em parceria com a Martinelli Construtora, das 390 unidades entre residenciais e comerciais, faltam vender apenas 20%. Estamos otimistas e, até dezembro, a previsão é lançarmos mais dois projetos em Jacarepaguá”, adianta Cabral.

Já o Friends, no Andaraí, da Living Construtora, que foi lançado em fevereiro atingiu mais de 50% das vendas em pouco mais de um mês.

Mario Amorim, diretor-geral da Brasil Brokers no Rio, lembra que o segundo semestre sempre foi o de maior produção para o segmento. “Acreditamos que esse ano não será diferente. Os ajustes de preços já ocorreram e o comprador está sendo beneficiado. O setor já viveu retrações antes e sabemos que o imóvel retomará a sua valorização”, prevê Amorim.

Ao contrário dos residenciais, os comerciais sofreram redução de 73% no número de vendas. O presidente da Ademi avalia que o recuo em relação a 2014 está diretamente ligado ao momento econômico desfavorável.

A expectativa para este semestre é que o mercado tenha ligeira elevação, na comparação com o primeiro semestre, mas com números ainda inferiores aos de 2014.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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