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Clima econômico sobe 4% na América Latina no trimestre até julho e cai 2% no Brasil

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina avançou 4 00% no trimestre encerrado em julho em comparação aos três meses até abril deste ano, para 74 pontos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo. Antes, o índice trimestral estava nos 71 pontos.

A melhora foi motivada pela diminuição do pessimismo em relação aos seis meses seguintes, enquanto as avaliações em relação à situação econômica presente dos países da região continuaram piorando. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu de 60 pontos para 58 pontos (-3,3%), enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou de 82 pontos para 90 pontos (+9,8%).

“Tanto o indicador das expectativas como o da situação atual permanecem abaixo da média e na zona desfavorável do ciclo econômico (abaixo dos 100 pontos)”, ressaltou a FGV, em nota.

O ICE recuou em cinco países: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. No Paraguai e Uruguai, o clima econômico passou para a zona desfavorável, mas ainda está acima de 90 pontos, próximo à zona de neutralidade. “A piora nesses países pode ser atribuída em parte às condições recessivas dos seus parceiros do Mercosul, Argentina e Brasil”, destacou a FGV.

Brasil
No Brasil, o ICE registrou recuo de 2,00%, passando de 49 pontos para 48 pontos entre as avaliações encerradas em abril e julho, resultado determinado pela avaliação sobre a situação atual, que tocou os 20 pontos, nível mínimo da pesquisa.

Na região, apenas o indicador de Venezuela (20 pontos) é pior do que o brasileiro. Além disso, o País é o penúltimo no ranking dos últimos quatro trimestres. Em relação a julho de 2014, o ICE brasileiro recuou 12,7%.

Em nível mundial, o ICE caiu 3,6% e alcançou 106 pontos no trimestre até julho, de 110 pontos na leitura anterior. O desempenho foi puxado por Alemanha e Índia.

“O recuo do indicador é atribuído à piora na avaliação da situação atual, enquanto as expectativas mantiveram-se estáveis e na zona favorável do ciclo econômico. Nos países/regiões com maior peso na corrente de comércio global, o clima econômico piorou, mas se manteve favorável, como no caso dos Estados Unidos e da União Europeia”, diz a FGV.

A Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia em todos os países da região. Para a edição até julho de 2015, foram consultados 1.101 especialistas em 115 países. Na América Latina, foram 141 analistas ouvidos. A escala oscila entre o mínimo de 20 pontos e o máximo de 180 pontos. Indicadores superiores a 100 estão na zona favorável e abaixo de 100 na zona desfavorável.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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