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Cunha: "Não sou o vilão das contas públicas"

domingo, 9 de agosto de 2015 – 21h18

Atualizado em
domingo, 9 de agosto de 2015 – 21h18

Parlamentar nega estar trabalhando para fragilizar Executivo. “Não sou dono da Câmara nem dos votos dos deputados”


“É preciso parar com essa fantasia de que sou responsável pelo resultado das votações“É preciso parar com essa fantasia de que sou responsável pelo resultado das votações”, declarou o presidente da Câmara
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou seu Twitter neste domingo (9) para, mais uma vez, afirmar que não está usando “pauta-bomba” e abertura de CPIs para fragilizar o governo Dilma. 

“A tentativa de alguns de me colocar como vilão das contas públicas por retaliação ao governo não tem amparo na realidade dos fatos”, escreveu. “Não cabe a mim constituir a maioria que o governo não tem para vencer votações no plenário da Câmara. Sem reagrupar a sua base e constituir uma maioria sólida, o governo continuara com problemas e sofrendo derrotas.” 

Cunha ainda falou de fantasia para citar boatos e declarou não ser capaz de convencer deputados a votarem conforme suas convicções. “É preciso parar com essa fantasia de que sou responsável pelo resultado das votações, como se eu fosse capaz de convencer a todos”, afirmou. “E convencer por um motivo de retaliação. Será que todos se submeteriam a isso? E os votos de deputados que me fazem oposição aberta, tais como os do PT? A verdade nua e crua e que não existe base do governo escondidos de fazer o papel do governo”, alfinetou. 

O presidente da Câmara também falou sobre a aprovação no plenário do reajuste salarial de advogados, defensores públicos e delegados federais e civis na quinta-feira passada, o que representou uma nova derrota do governo. 

O parlamentar citou uma emenda constitucional aprovada em 2009 pelo então presidente da Câmara, Michel Temer, atual vice-presidente da República. “Michel Temer não conseguiu impedir a votação da PEC 300, de autoria do senador Renan Calheiros. E nem conseguiu impedir a violação do fim do fator previdenciário, que foi vetado por Lula. Isso não quer dizer que Michel estava contra as contas públicas. Foi a vontade da casa naquele momento que ele teve que aceitar”, pontuou. 

Cunha disse que ainda que tentar esconder a situação de fragilidade do governo o culpando por suas derrotas é ignorar reais problemas. “Não fui eu quem protocolei as CPIs. Se a vez eram dessas CPIs, o que me restava fazer a não ser cumprir a minha obrigação”, concluiu. 



Fonte: Band.com.br

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