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Dissidentes denunciam que EUA abandonaram a luta pelos DH em Cuba

O secretário de estado americano, John Kerry, em Havana, no dia 14 de agosto de 2015. Foto: Adalberto Roque/ AFP
O secretário de estado americano, John Kerry, em Havana, no dia 14 de agosto de 2015. Foto: Adalberto Roque/ AFP

Miami (AFP) – Organizações anticastristas em Miami criticaram a visita do secretário de Estado americano John Kerry para hastear a bandeira americana em Havana como um abandono da política de Washington de luta pelos direitos humanos em Cuba.

“É um abandono de uma política que exigia primeiro direitos humanos do regime antes de fazer concessões”, assinalou AFP Rey Anthony, representante estudantil da Fundação Cuba Livre.

“O presidente Barack Obama abandonou a promessa de ver uma Cuba livre, de ajudar a dissidência interna na ilha, para buscar uma normalização com um regime sanguinário, que disse que não vai mudar em absoluto”, declarou Anthony, cuja organização convocou um protesto para a tarde de sexta-feira, em Miami.

“No momento em que o regime incrementa sua brutal repressão contra ativistas democráticos cubanos que reclamam civicamente os direitos e a liberdade do povo cubano, a administração de Obama opta por colocar-se ao lado dos repressores”, indicou, em um comunicado, a organização M.A.R. por Cuba.

Vários grupos de dissidentes cubanos em Miami, reduto histórico do exílio cubano nos Estados Unidos, criticaram o processo de aproximação entre Washington e Havana.

Mas estas organizações têm cada vez menos influência e as pesquisas mostram que há anos a maioria dos cubanos-americanos são a favor de maiores contatos bilaterais.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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