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Editorial: Pela redução do arsenal nuclear

Rio – A dias de se completarem os 70 anos das detonações das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos anunciaram ter costurado acordo em que o Irã se comprometia a brecar suas pesquisas nucleares. Falta o Congresso americano aprovar, pois envolve a retirada de sanções. Mas não deixa de ser boa notícia a disposição dos persas em desistir de fabricar uma arma atômica.

O empenho de Obama em desativar o programa de urânio do Irã deveria ser usado para reduzir os arsenais nucleares pelo mundo. Os ‘oficiais’ ainda são numerosos, e o perigo é ainda maior em relação aos que estão fora de controle. Não é improvável que um artefato caia nas mãos do Estado Islâmico, que tanto horror já cometeu.

O Tratado de Não Proliferação criou situação esdrúxula na qual detentores de ogivas — hoje restritos a nove nações — continuariam a tê-las, sendo proibindo o desenvolvimento por outros países. É pouco, diante da devastação de uma bomba atômica. Quadro que o mundo infelizmente hesita em mudar.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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