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Cortes nas despesas do governo podem chegar a R$ 25 bilhões

Depois de um fim de semana repleto de reuniões entre a presidente Dilma Rousseff e ministros, o governo deve anunciar nesta segunda-feira mais cortes nos gastos públicos. Especula-se que o montante deve ficar entre R$ 22 e R$25 bilhões. Além dos cortes, o pacote do governo ainda deve ter fim de isenções fiscais, aumento de impostos, que podem gerar uma receita em torno de R$ 40 bilhões, e redução de subsídios.

Para anunciar as novas medidas contra a crise a presidente Dilma ainda vai fazer mais uma reunião nesta segunda-feira com ministros. Neste domingo, Dilma se reuniu com os ministros que compõem a Junta Orçamentária: Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil).

O encontro, que durou cerca de quatro horas, também contou com a participação dos secretários da Receita Federal, Jorge Rachid; do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive; e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy. No sábado, além dos ministros que integram a junta orçamentária, Dilma recebeu outros dez ministros e a orientação foi para que fizessem um pente-fino nas despesas das Pastas para definir o que é possível ser cortado.

Pressão
Durante a semana passada, PMDB e partidos de base cobraram o corte de gastos antes de o governo fazer qualquer tipo de proposta de aumento de tributos. Na reunião do sábado, pelo menos um ministro de cada partido da coalizão governista em torno de Dilma estava presente.

A redução das despesas e o enxugamento da máquina pública têm dois objetivos. O primeiro é criar ambiente para negociar com o Congresso, que exigiu que o Executivo primeiro cortasse em sua própria carne antes de propor aumento de impostos. A segunda é correr para apresentar medidas que evitem o rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco Fitch e Moody’s, depois que a Standard & Poor’s retirou o selo de bom pagador do Brasil na semana passada.

O que o Planalto almeja é mostrar que o governo está disposto a anunciar medidas o mais rapidamente possível. Por isso, ao contrário do que se esperava, conforme as decisões forem sendo avalizadas pela presidente, elas serão comunicadas. As primeiras medidas já devem ser anunciadas nesta semana. Inicialmente, a expectativa era de que o governo divulgasse um “pacotão” com seus projetos, o que poderia demandar um tempo maior.

Para reforçar a arrecadação de 2016, que tem uma previsão orçamentária de déficit de R$ 30,5 bilhões, além de um aumento na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis, o Executivo discutiu até o encaminhamento de medida provisória que autoriza a União a vender imóveis de sua propriedade, incluindo terrenos de Marinha.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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