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Escola em Mata Grande, Alagoas, tem aulas suspensas mais uma vez

Motivo da paralisação das atividades é a dispensa dos motoristas.  Sem transporte, alunos não conseguem se deslocar até a escola

 

A direção da Escola Estadual Gentil Malta, em Mata Grande, Sertão de Alagoas, suspendeu mais uma vez as aulas nesta quarta-feira (2). Agora o motivo da paralisação foi a dispensa dos motoristas que fazem o transporte dos alunos. Há pouco mais de um mês, a unidade havia fechado as portas por conta de uma greve dos transportadores.

Os 42 motoristas foram afastados do trabalho por meio de um telefonema recebido pela diretora da escola, Maria Luiza de Souza. A ligação teria sido feita por um representante da cooperativa contratada pelo Governo de Alagoas para gerenciar o serviço.

“Recebi um telefonema do presidente da cooperativa dizendo que a partir de hoje os motoristas não rodariam em suas rotas e que seriam substituídos pelos próximos transportadores e eu não sei quem são. A posição que nós temos hoje é que a escola está fechada”, afirma

Até os motoristas ficaram surpresos com a dispensa. De acordo com Márcio Barros, a razão pela saída não foi apresentada para eles.

“A gente queria saber o motivo, porque há 14 anos que a gente trabalha nessas linhas com maior carinho, maior responsabilidade e cuidado com o aluno. Tudo que a gente pode fazer de bem, fazemos”, explica.

No total, estudam na escola 650 alunos em três turnos: manhã, tarde e noite. Ainda assim, 80% deles moram na zona rural de Mata Grande, o que dificulta a locomoção até a unidade.

A estudante Taíres de Melo mora no povoado Rio Grande, nem sabia o porquê do motorista não ter aparecido. “Por conta de uma irresponsabilidade de não sei quem, todos vão pagar, isso prejudica os alunos porque estamos praticamente no final do ano”, justifica.

A assessoria da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) disse que foram feitos os pagamentos dos meses de maio e junho e que julho e agosto estão em processo de pagamento. A Comissão Especial de Transporte Escolar da secretaria informou que os motoristas dispensados não são contratados e não têm vínculo com o estado, por isso não houve demissão.

A comissão também apontou que foi aberta uma licitação de uma nova empresa e um contato emergencial foi firmado com uma cooperativa e que só poderão rodar na cidade motoristas cadastrados. Os motoristas desligados podem se associar a cooperativa e, havendo necessidade, voltaram a circular normalmente.

G1

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