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México vive primeiro aniversário de desaparecimento dos 43 estudantes

A Cidade do México será, neste sábado (26), o epicentro de uma grande manifestação pelo primeiro aniversário do desaparecimento e suposto massacre dos 43 estudantes de Ayotzinapa – um crime ainda sem explicação, que manchou a imagem do governo de Enrique Peña Nieto.

Os pais dos estudantes organizaram a “Marcha da Indignação Nacional”, que começa às 14h (de Brasília) e sai do palácio presidencial de Los Pinos, onde esperam manifestar seu repúdio à versão oficial sobre este crime perpetrado em Guerrero (sul) por policiais envolvidos com traficantes.

“Caminharemos com toda energia, não podemos descansar em nossa busca”, garantiu à AFP Felipe de la Cruz, porta-voz dos familiares das vítimas.

Os pais dos estudantes chegaram à capital mexicana há dois dias para realizar uma vigília de 43 horas em homenagem a seus filhos. Eles também se reuniram na última quinta-feira com o presidente Peña Nieto.

Na reunião, a segunda do presidente com os pais desde que o crime ocorreu, Peña Nieto garantiu que a investigação continua aberta e anunciou a criação de uma procuradoria especializada para localizar os mais de 20.000 desaparecidos que existem no país.

Mas os pais criticaram a “mentira histórica” sobre o que ocorreu naquele fatídico 26 de setembro de 2014, e exigem a supervisão internacional das investigações.

Mas os investigadores independentes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) derrubaram as conclusões do governo sobre o caso, reavivando o mistério sobre o que pode ter ocorrido com os jovens e atiçando a ira dos pais – que há um ano lideram protestos massivos.

Na sexta-feira, o escritório das Nações Unidas no México pediu que a investigação oficial seja “inteiramente repensada” e o esclarecimento de suas irregularidades, que incluem “informações sobre o uso da tortura para conseguir confissões e alteração de provas”.

O triste aniversário do crime foi lembrado desde a sexta-feira em Guerrero, com uma manifestação com mais de 2.000 indígenas em Chilapa e a tomada de duas emissoras de rádio em Chilpancingo (capital do estado) por cerca de 50 estudantes de Ayotzinapa.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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