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Testamos o smartphone MS6, da Multilaser: um aparelho sem mercado

Há alguns produtos que nos impressionam porque oferecem o melhor que existe na tecnologia daquela determinada categoria. Outros chamam a atenção porque conseguem entregar qualidade mesmo com um baixo custo final. Se o produto não se encaixa em nenhum desses dois quesitos, provavelmente o aparelho será uma bomba.

É o caso, infelizmente, do MS6 Colors que testamos no Olhar Digital. O aparelho é produzido pela marca brasileira Multilaser. A atuação da empresa no ramo de smartphones é bastante desconhecida, e não dá para dizer que o público está perdendo muito ao não conhecer o produto.

Por quê? Já explicamos:

Design

Reprodução 

O aparelho é grande, com sua tela de 5,5 polegadas. O aparelho não faz um bom trabalho de disfarçar o tamanho do display, também contanto com grandes bordas ao redor da tela, o que dificulta um pouco a pegada. O fato de o aparelho ser grosso e incrivelmente pesado também não colabora.

No mais, o aparelho é bem simples visualmente, com sua traseira removível de um plástico bem simples. Conta pontos a favor, no entanto, o fato de que há várias traseiras de cores diferentes na embalagem, o que permite um nível bom de customização.

Também é bom observar as teclas capacitivas retroiluminadas, um detalhe que muitos concorrentes não têm, por exemplo, e os botões nas posições corretas. Aparelhos muito grandes precisam ter seus botões nas laterais ou na traseira, ao contrário do que faz o Zenfone 2, com o mesmo tamanho de display.

Tela

Se você vai ter uma tela grande, você precisa de uma resolução mínima de 720p. Não é o caso do MS6, que aposta no qHD (960×540), que é bastante feio para preencher um display tão grande.

Os pixels ficam enormes na tela, tornando a experiência de olhar para ela bastante incômoda quando compararmos outros aparelhos que podem ser encontrados em faixas de preço similares como o Redmi 2 ou o Zenfone 5.

Fora a densidade ruim de pixels, o display é aceitável em outros quesitos, apresentando um bom brilho e constraste.

Câmera

 Reprodução

O desempenho do sensor é mediano, o que é uma boa notícai em comparação com a média da qualidade vista no restante do aparelho. O foco automático é um pouco lento, sim, mas as fotos que tiramos ficaram bem definidas, apesar de a câmera não compensar muito bem a iluminação desfavorável.

A câmera frontal é inferior, como já é tradicional, apresentando imagem mais borrada e incapaz de corrigir problemas de iluminação ruim.

Desempenho

O aparelho é rápido para a maioria das tarefas mais simples, mas não deve aguentar jogos mais pesados. Em nossos testes no AnTuTu, o dispositivo sofreu bastante com lag na hora de renderizar gráficos 3D mais parrudos, finalizando o teste com cerca de 19 mil pontos, uma pontuação bastante mediana, ficando atrás do Moto E 2014, Zenfone 5, e se aproximando do Redmi 2.

Um ponto positivo do desempenho modesto é a economia de bateria. Isso porque o aparelho, mesmo enorme, tem apenas 2.000 mAh, que seria insuficiente para um uso satisfatório em um hardware mais exigente.

Software 

Outro ponto fraco do aparelho, que sai de fábrica com o Android KitKat, quando o Lollipop já está em alta (e já temos até o Marshmallow em vista). Como a empresa uma versão quase pura do Android (ponto positivo em desempenho), há poucas mudanças com o intuito de modernizar o visual, deixando o sistema todo com cara de 2012.

O que a Multilaser fez de interessante, porém foi sua tela de bloqueio, que traz vários atalhos para vários recursos diferentes. Nem todos são úteis, mas alguns são, como um preview do Twitter e a previsão do tempo. É uma proposta diferente, algo que nem todas as fabricantes estão dispostas a fazer.

Conclusão

Não vale a pena. O aparelho é encontrado no mercado por um valor na casa dos R$ 600, talvez até por R$ 500. Por este preço, o Redmi 2 é melhor e o Zenfone 5 também. Quem quiser gastar um pouco mais pode procurar um Moto E 2014 ou um Moto G (tanto o de 2014 quanto o de 2015) e ter uma experiência melhor. O aparelho da Multilaser peca em quesitos muito básicos e não vale o que custa.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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