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Baterias de Lítio-ar podem ser o futuro para smartphones

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Várias pesquisas são feitas na busca por baterias que durem mais. Hoje (29), um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge divulgou um documento mostrando que eles tinham desenvolvido um modelo de laboratório de uma bateria de lítio-ar que resolveu muitos dos problemas associados com as baterias da química similar. Sua bateria de lítio-ar tinha uma alta densidade de energia, e era capaz de ser recarregada mais de 2.000 vezes e ainda sendo capaz de manter 90% da capacidade total energética.

A grande esperança dos cientistas é que as baterias de lítio-ar um dia poderão substituir os modelos de íons de lítio que usamos atualmente. “O íon de lítio recarregável está se aproximando de seu 25º aniversário,” comentou o professor Clare P. Grey do departamento de química da Universidade de Cambridge. Um quarto de século atrás, surgiu a atual composição da bateria que ajudou a pavimentar o caminho para uma série de produtos eletrônicos portáteis que levamos conosco hoje, trazendo relativamente novos produtos leves e compactos, onde as baterias de íons de lítio são as melhores escolhas para tecnologia de consumo do que os seus antecessores foram.

Mesmo durante tanto tempo no mercado, os engenheiros sabem que baterias de íons de lítio não são perfeitas. Como os veículos elétricos tornam-se mais popular, os pesquisadores estão especialmente animados com as baterias de lítio-ar porque seria idealmente muito mais leve do que qualquer coisa que tenhamos no mercado. Até agora, pesquisas anteriores têm sido capazes de criar baterias de lítio-ar que podem conter uma carga, mas não pode fazer o ciclo com frequência suficiente para uso comercial (pense quantas vezes você pode recarregar seu smartphone antes que a bateria comece a perder seu potencial de carga). Ou, as baterias de laboratório são muito instáveis para o mundo real, porque o oxigênio irá criar reações químicas indesejadas dentro da bateria.

À medida que a bateria descarregada, hidróxido de lítio acumula no eletrodo de óxido de grafeno. Esse material foi escolhido entre outros materiais possíveis porque eletrodos de grafeno são “ótimos condutores e que tem um grande volume de poros que podem potencialmente levar a grandes capacidades”, escrevem os pesquisadores. Em muitos protótipos de baterias de lítio-ar, os cientistas têm lutado para descobrir como preencher de forma mais eficaz e, em seguida, evitar que o eletrodo sofra menos com processo de descarga das baterias.

Além de terem uma vida mais prolongada com seus 2 mil ciclos de carga, estas baterias trabalham com uma tensão bem menor, o que ajuda a reduzir, drasticamente, potenciais problemas com explosões. Além disso, será possível incorporar uma maior quantidade de células dentro de um corpo menor, o que permite ter uma maior densidade trazendo baterias mais potentes e compactas. A novidade vem sendo desenvolvida desde 2012, e poderá chegar em breve ao mercado, mas ainda sem uma data definida.

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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