Brasil terá a maior fábrica de produção de celulose do mundo, em 2017

A Fibria, maior produtora global de celulose, lançou hoje oficialmente a construção de sua segunda fábrica no município às margens do rio Paraná. A unidade vai ficar pronta até o fim de 2017 e será a maior linha de produção de celulose do mundo, com capacidade de 1,75 milhão de toneladas por ano. A unidade em funcionamento atualmente produz 1,3 milhão de toneladas. Vai no total, portanto, para 3,05 milhões anuais.

Os investimentos previstos são de R$ 7,7 bilhões, dos quais 40% deverão vir da geração de caixa da empresa. Do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá vir R$ 1,4 bilhão. O governo sul-matogrossense vai abater até 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) quando a produção começar.

Três Lagoas é sede de outra planta de celulose, da Eldorado, empresa do grupo J&S, a mesma do frigorífico JBS. Com essas duas fábricas, o município já é o maior produtor desse insumo para a fabricação de papel. A linha atual da Fibria é ligada por um duto a uma unidade da International Paper, de onde saem folhas para impressão nos formatos A3 e A4. Mas a maior parte da celulose segue para o exterior para a fabricação de papéis sanitários, incluindo váris itens destinados a remover maquiagem, por exemplo.

Da produção total da Fibria de 5,3 milhões de toneladas no Brasil, 90% hoje é exportado. O presidente da empresa, Marcelo Castelli, não vê as incertezas quanto ao crescimento econômico da China como um problema para a empresa. “O país está se ajustando. Não terá o mesmo crescimento do passado. Mas o PIB (Produto Interno Bruto) vai mudar de composição. O consumo das famílias vai continuar crescendo, com aumento da qualidade de vida da população”, afirmou Castelli.

A celulose produzida em Três Lagoas é do tipo curto, a partir de eucalipto, uma tecnologia desenvolvida no Brasil. Em apenas sete anos, as árvores já estão prontas para corte, enquanto o pinus plantado em países frios exige de 20 a 30 anos para se desenvolver. Só a Fibria tem 225 mil hectares de florestas plantadas na região. Precisará de mais 59 mil hectares para a expansão. Outros 100 mil hectares são áreas de proteção de cerrado. As árvores de eucalipto são clones plantados em áreas de pasto degradado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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