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Chalalau, Apodi de Maceió e taças no chão: causos da Segundona de AL

Sete de Setembro leva a melhor sobre São Domingos na última rodada e garante acesso à elite alagoana. Historias do jogo remetem ao tempo romântico do esporte

 

O Estádio Rei Pelé completou idade nova neste domingo. Por questões de agenda, coube ao Trapichão convidar Sete de Setembro e São Domingos para comandar as festividades. Pouca gente se interessou. O publico pequeno era como se o aniversário tivesse sido esquecido, e prato cheio para os críticos. A perspectiva, no entanto, pode ser outra. Neste domingo, a decisão teve a carga suficiente para viajar ao século passado e relembrar o início romântico do esporte, de baixo investimento e histórias curiosas.

O acesso do Sete de Setembro sobre o São Domingos teve direito a zagueiro com apelido Chalalau, torcedor que assistiu ao duelo acompanhado por sua bicicleta, taças apoiadas no chão e até mesmo a presença do ex-massagista Castanha. As torcidas também dividiram a geral, como nos velhos tempos de Clássico das Multidões entre CSA e CRB.

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CHALALAU

Chalalau, zagueiro do Sete (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)Chalalau se diverte com o apelido surgido na infância (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)

Quando saiu a escalação do Sete de Setembro, um nome despertou a curiosidade da imprensa: Chalalau. O zagueiro Everton, maceioense de Fernão Velho, ostenta o apelido mais curioso da Segundona. Ele, inclusive, marcou uma vez nos 3 a 0 deste domingo. Só não teve a mesma habilidade para explicar a origem da alcunha.

– Esse apelido já vem de infância. Como surgiu, não sei explicar. Uns amigos me apelidaram e ficou até hoje. Eles chegavam na porta e falavam: “Chalalau”. Minha mãe respondia: “Chalalau, não. O nome dele é Everton!”.

02

APODI

Patrick, do São Domingos, é chamado de Apodi pelos companheiros (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)Patrick, do São Domingos, é chamado de Apodi pelos companheiros (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)

O São Domingos não ficou atrás do Sete de Setembro no quesito apelido. Lateral-direito do Tricolor, Patrick se habituou a ser chamado de Apodi em função da cabeleira. O original defende a Chapecoense na Série A. O Apodi de Maceió, na verdade, nasceu em Bom Conselho, interior de Pernambuco.

– Até o treinador estava me chamando assim desde o início. Eu não pareço muito, não. Acho que só o cabelo e a posição, porque o Apodi não é muito bonito [risos]. Sou muito fã dele e a gente tenta chegar próximo do que ele já conquistou.

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A BICICLETA

Torcedor assiste ao jogo entre São Domingos e Sete acompanhado pela bicicleta (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)Torcedor leva a “magrela” para acompanhar duelo entre São Domingos e Sete (Foto: Caio Lorena)

No último degrau da arquibancada baixa havia um homem sozinho. Não, não estava só. O torcedor levou a inseparável bicicleta para assistir ao jogo ao seu lado de dentro do estádio, talvez para ter uma testemunha dos lances vistos na partida. Também não largava o rádio de pilha, essencial para ficar por dentro dos detalhes de cada jogada. Tímido, deu um sorriso de longe e fugiu dos holofotes para voltar a assistir ao jogo.

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TAÇAS NO CHÃO

Taças da Segundona ficam no chão durante a partida entre Sete e São Domingos (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)Taças da Segundona ficam no chão durante o jogo entre Sete e São Domingos (Foto: Caio Lorena)

Antes do apito inicial, as taças de campeão, vice e a chuteira de ouro para o artilheiro ficaram expostas em uma mesa à beira do gramado. A bola rolou e funcionários da Federação Alagoana de Futebol (FAF) resolveram guardar os troféus para que não fossem atingidos por um eventual chute. O problema é que ficaram no chão, próximo ao portão de acesso da imprensa ao campo do Rei Pelé. Só a de vice-campeão saiu sem dono. Isso porque o Penedense não enviou nenhum representante para a capital a fim de carregar o caneco até Penedo.

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CASTANHA

Ex-massagista, Castanha assiste ao jogo entre Sete e São Domingos (Foto: Caio Lorena / GloboEsporte.com)Ex-massagista, Castanha (ao centro) assiste ao jogo entre Sete e São Domingos (Foto: Caio Lorena)

A arquibancada baixa também contou com uma presença ilustre. O ex-massagista Castanha acompanhava cada detalhe do jogo e garante que é frequentador assíduo de toda e qualquer partida no Estádio Rei Pelé. O personagem folclórico vestia uma camisa com um escudo do CSA. Em 1976, ele entrou em campo e tirou um gol do CRB aos 40 minutos do segundo tempo para delírio da massa azulina presente no Trapichão. O confronto terminou empatado e o Azulão ficou com o título do turno.

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