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Com atraso salarial de um mês, Santa Cruz conta com doações de abnegados para saldar dívidas

Joao Velozo/ Esp. DP/ D. A Press

Constantino Júnior não adiantou quando irá quitar o salários do mês de setembro que está em aberto

O término da temporada se aproxima e o Santa Cruz ainda carrega o status de devedor. A cinco rodadas do fim da Série B do Brasileiro, o Tricolor está com um mês de salário em débito com os jogadores e comissão técnica. A fim de saldar a dívida e, naturalmente, dar uma injeção de ânimo no grupo coral para esta fase decisiva do campeonato, a diretoria garante que corre contra o tempo para quitar a folha de setembro, não deixar outubro vencer no próximo dia 15 e também angariar recursos para uma já prometida premiação em caso de acesso. Para tanto, segundo o vice-presidente Constantino Júnior, vem contando com doações de pessoas abnegadas e ligadas ao clube.

“Existe, fundamentalmente, um esforço pessoal grande das pessoas que estão na gestão. Infelizmente, é verdade. No nosso último jogo (contra o Criciúma) não tivemos nem 7 mil de público, o número de sócios está numa faixa de 10 mil e é difícil manter um clube desta grandeza e atender às exigências da torcida desse jeito. Temos uma equação que não fecha e, para fechar, é preciso o dinheiro sair de algum lugar. Então, existe este esforço financeiro pessoal daqueles que tocam o clube”, afirmou Constantino.

À espera de recursos e da “boa vontade” daqueles que enxertam algum dinheiro no Santa Cruz, o dirigente não estipula datas para os pagamentos dos salários em atraso com o plantel. Porém, diz que está otimista que eles sejam pagos em breve. “Montamos um cronograma com atletas e temos plena convicção que ele será cumprido.”

Foco na reestruturação
O vice tricolor crê ainda que, se o time conseguir o acesso à Série A, haverá um alívio nos cofres do clube. E admite que o dinheiro que o Tricolor receberia, provenientes desde cotas de televisão a patrocinadores, serviriam para a reorganização da instituição, que passam pela reestruturação financeira e física. Contratações caras, portanto, ficariam em segundo plano.

“Temos em mente que, com o clube subindo, não vamos fazer loucuras. Até porque acho que o Santa Cruz tem que crescer também em estrutura. É importante se investir no CT, no departamento de fisioterapia, fisiologia e médico. Jogador passa. Às vezes você vem em uma euforia de Série A, com jogadores de salários altos. Dá para fazer um time forte, competitivo, sem gastar demais. Isso é um consenso dentro da diretoria de futebol, da presidência e das pessoas que fazem o clube. Não vamos pensar em uma cultura de desperdício.”

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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