Últimas

Com greve de peritos do INSS, alagoanos afastados dos empregos ficam sem benefício

Paralisação já dura mais de 50 dias e usuários tentam marcar consultas para receber benefícios

 

A greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se aproxima dos 50 dias sem nenhuma perspectiva de volta. De acordo com o Sindicato Nacional dos peritos, cerca de 600 mil consultas já foram remarcadas em todo o País. Em Alagoas, agências estão lotadas de pessoas que estão sem trabalhar por algum problema grave de saúde, e não conseguem a perícia médica para receber o benefício.

Como é o caso do motorista José Aldo da Silva, 44 anos, que sofreu um acidente e precisou passar por uma cirurgia nas mãos. Ele está sem poder voltar ao trabalho até que acabem as sessões de fisioterapias.

“Eu já estava com a consulta marcada, mas caiu justamente na época em que eles entraram em greve. Agora eu completo cinco meses sem receber, e ninguém consegue me confirmar uma data para a perícia. Todas as vezes é remarcada pela falta de médico” afirmou o trabalhador.

Já a professora Maria Lúcia, 56 anos, foi à agência para saber notícias da consulta do seu filho, Felipe dos Santos, 24 anos, que sofreu um acidente de moto e está impossibilitado de trabalhar durante quatro meses. De acordo com a mãe do jovem, a situação financeira da família está desesperadora.

“Já é a terceira vez que tentamos uma consulta e todas às vezes foram remarcadas. Meu filho tem duas filhas para criar e a mulher dele não trabalha, tiveram que se mudar para a minha casa porque não estavam conseguindo pagar mais o aluguel. Tenho que sustentar a casa com o meu salário de professora e não temos perspectivas de melhoras”

Em nota oficial, a Associação Nacional dos médicos Peritos da Previdência Social, ressaltou a indignação dos peritos com a atitude inicial do governo em ignorá-los e que isso só fez crescer a adesão ao movimento paredista, que hoje já conta com quase 90% da categoria que se rodizia em várias gerências para cumprir a cota mínima de 30% de presença diária. Informaram ainda que estão aguardando apenas as respostas dos Ministros de Estado das respectivas áreas para se posicionarem.

Em agosto, o Ministério do Planejamento enviou uma proposta de 21% em quatros parcelas a partir do próximo ano, recusada pela categoria, os peritos solicitam um aumento de 27%, formalização da jornada de 30 horas e o fim da terceirização dos peritos.

 

 

Por Maria Alliny Torres

 

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *