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Comer bem ajuda a prevenir o câncer

Psicopedagoga Lídia Santos mudou os hábitos alimentares. Foto: Ricardo Silva/ DP/ DA Press
Psicopedagoga Lídia Santos mudou os hábitos alimentares. Foto: Ricardo Silva/ DP/ DA Press

Nos últimos anos, a fonoaudióloga e psicopedagoga Lídia Santos, 47, mudou radicalmente os hábitos alimentares. Trocou embutidos, frituras e refrigerantes por frutas, saladas e sucos. A mudança ocorreu num momento difícil da vida dela. Foi ao descobrir que tinha um nódulo maligno no seio direito que Lídia deu início à revolução alimentar. Hoje, um ano depois de ter encerrado o tratamento, as lições ficaram e ela mantém a rotina alimentar saudável.

Debater a prevenção e o tratamento do câncer de mama requer falar também sobre alimentação. É o que diz o oncologista Eriberto Marques, diretor-presidente do Serviço de Quimioterapia de Pernambuco (Sequipe). “A redução da incidência de câncer de mama passa por dois eixos: alimentação saudável e a prática regular de exercício físico. A relação entre obesidade e a possibilidade de ter a doença é forte”, destaca. Segundo o médico, se a paciente já não tinha hábitos saudáveis antes de ter o câncer, precisa passar a ter durante o período de enfrentamento à doença e após a recuperação.

Para isso, a nutricionista e professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Regiane Maio ressalta que o acompanhamento de um nutricionista durante e depois do tratamento é fundamental. “O profissional vai avaliar o quadro nutricional do paciente e orientá-lo sobre como melhorar a alimentação”, explica. De acordo com a nutricionista, alguns alimentos aumentam o efeito colateral da quimioterapia e devem ser evitados. “Náuseas e vômito são os principais efeitos do tratamento com substâncias químicas. Alimentos líquidos e muito quentes aumentam o mal estar e devem ser evitados”, esclarece.

As orientações de um nutricionista foram fundamentais para a melhora de Lídia. Ela conta que o aprendizado do tratamento permanece sendo colocado em prática. O marido e as três filhas também melhoraram os hábitos alimentares graças ao incentivo dela. “A doença veio para me fazer refletir. Na minha casa não entra mais óleo, farinha branca, açúcar refinado ou refrigerantes. Sinto-me muito melhor hoje com relação à alimentação”, diz.

Prevenção
Alimentar-se bem é, antes de ser uma forma de ajudar no tratamento, uma maneira de prevenir a doença. “Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes”, ressalta o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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