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CPI da Petrobras aprova relatório final por 17 votos a nove

Após oito meses de trabalho, a CPI da Petrobras aprovou por 17 votos a nove, com uma abstenção, na madrugada desta quinta-feira, o relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), apresentado na segunda-feira. Uma nova versão foi feita na quarta-feira, mas o texto-base permaneceu sem pedidos de indiciamento de políticos, principal crítica ao colegiado. Ainda assim, o petista reforçou sua contrariedade à abertura de inquéritos sem a devida comprovação de envolvimento com corrupção. Até o fechamento desta edição, à 1h30, a sessão não havia sido encerrada. Deputados discutiam a apresentação de destaques, que poderiam incluir tais medidas no texto.

Durante a sessão de quarta, PSol e PSDB propuseram votos em separado, cobrando avanços nas investigações. Os pareceres alternativos foram apresentados à tarde. Após duas horas, a sessão precisou ser interrompida devido ao início da ordem do dia no plenário e só foi retomada por volta das 22h. Em resposta a uma questão de ordem, o presidente do colegiado, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), determinou que não seria definido um novo relator caso o relatório de Luiz Sérgio fosse rejeitado, de forma que a comissão terminaria sem um relatório final. No caso de aprovação do texto do petista, caberia aos parlamentares tentarem incluir trechos no relatório do petista. “Os votos em separado constaram como manifestação do parlamentar ou das bancadas”, disse Motta.

Em seu relatório, Luiz Sérgio nega a existência de “corrupção institucionalizada” na Petrobras e criticou a conclusão da Operação Lava-Jato de que teria havido pagamento de propina disfarçado de doações oficiais a partidos políticos. O deputado Bruno Covas (PSDB-SP) disse que o texto tenta desacreditar as investigações e o juiz Sérgio Moro. “O petrolão e o mensalão têm o mesmo DNA: nasceram para comprar apoio ao governo no Congresso”, afirmou. Antes da votação, a deputada Eliziane Gama (Rede-MA) fez um apelo para que a CPI “não seja desqualificada com um relatório tão pífio, insignificante e desrespeitoso com o povo brasileiro”. Já o deputado Ivan Valente (PSol-SP) fez duras críticas à atuação do colegiado. “Há ação de corporativismo e de conchavo político nessa CPI entre partidos que não queriam investigar para que os seus não fossem investigados”, afirmou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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