Últimas

Danielly e o sonho de saber sua verdadeira história

Danielly Gomes da Silva tem o sonho de conhecer a mãe biológica (Rafael Martins/Esp.DP/D.A.Press)
Danielly Gomes da Silva tem o sonho de conhecer a mãe biológica

Danielly Gomes da Silva é uma técnica de enfermagem de 33 anos que mora na Estrada do Arraial, em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. É casada e mãe de uma menina de dois anos e sete meses. Uma mulher como qualquer outra. A diferença entre Danielly e outras pessoas da sua idade começa a partir dos documentos. Ela tem dois registros de nascimento.

Para entender sua história, é preciso voltar ao ano em que Danielly nasceu, 1981. O que ela sabe daquela época é pouca coisa. Uma senhora a pegou no hospital onde nasceu e a entregou para a filha criar. E assim se passaram 23 anos, até que Danielly descobriu que era adotada. Há dez anos ela carrega o peso da interrogação sobre sua origem. Nesse período, colheu informações fragmentadas de pessoas que viram sua chegada na família que a criou. Mas nada sabe da mãe que a colocou no mundo.

Depois da morte da mãe adotiva, em 15 de junho deste ano, a jovem resolveu avançar na busca por informações sobre sua verdadeira história. Hoje, o maior desejo de Danielly é acabar com as dúvidas. “Minha vontade é saber de onde vim, se tenho irmãos, minha história. Sempre sofri com essas dúvidas. É direito de toda pessoa saber suas origens”, comentou.

A relação com a mãe adotiva não era das melhores. Apesar de amar a mulher que lhe criou, ela relata que o afeto não era correspondido, algo que nunca compreendeu. “Ela falava coisas duras de ouvir. Não entendo porque minha avó me levou e não me criou, me deu para ela.” Mesmo com o relacionamento difícil com a mãe adotiva, a técnica se sente agradecida por ela a ter criado. Danielly também enfatiza que perdoaria a mãe biológica. “Sei o que é ter um filho. Imagino a dor que deve ser ter que dar sua criança.”

No primeiro registro, seu nome é Daniele Alves, nascida em 2 de dezembro de 1981, na Maternidade do Hospital Agamenon Magalhães, às 5h50. O nome da mãe registrado no documento é Maria Valdecy Alves. Na certidão consta pai e avós paternos ignorados. O mesmo nome da mãe está no cartão de vacina que data de 4 de dezembro de 1981. O segundo registro é de pouco mais de um mês depois: 11 de janeiro de 1982, quando o nome foi alterado para Danielly Gomes da Silva.

A técnica em enfermagem encontra forças no marido, José Francisco, e na filha, Nátally, para resolver seus problemas do passado (Rafael Martins/Esp.DP/D.A.Press)
A técnica em enfermagem encontra forças no marido, José Francisco, e na filha, Nátally, para resolver seus problemas do passado

Suporte – Danielly encontra forças para resolver seu passado na relação com a família que construiu. Casada há seis anos com José Francisco, 53 anos, e mãe de Nátally da Silva Francisco, 2 anos e sete meses, encontrou nos dois o carinho que sempre procurou. O esposo é eletricista automotivo. Ela fala dele com orgulho. “Sabe consertar qualquer coisa na parte elétrica de um carro”, enfatiza. “Meu esposo foi um presente de Deus. O segundo presente foi minha filha. Tive momentos de depressão e não queria sair do quarto, mas graças a eles superei.”

Os telefones para contato com Danielly são (81) 9-8570.2654, (81) 9-8575.9449 e (81) 3071-4997.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *