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Dunga dá nota 8,5 para a Seleção e elogia postura do torcedor no Castelão

A vitória por 3 a 1 sobre a Venezuela, na segunda rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, deixou o treinador Dunga satisfeito com a melhora no rendimento da Seleção Brasileira. Mas engana-se quem pensa que o técnico saiu do estádio Castelão sem enxergar defeitos no time canarinho. Questionado sobre qual nota daria para seus comandados, Dunga disse ser “exigente” e avaliou os atletas com um 8,5. “Eu daria um 9 e tivéssemos feito a metade das chances que criamos”, afirmou.

“Conversamos que queríamos ganhar, mas não de qualquer jeito. Gostaríamos de apresentar um bom futebol pela nossa capacidade e qualidade técnica”, prosseguiu.“O Brasil jogou compacto, não perdeu bolas aéreas. O que a gente quer é o toque de bola e o drible. É isso que o brasileiro gosta de ver, ter personalidade de arriscar mais o drible e a jogada de efeito”.

Dunga também aproveitou a entrevista coletiva após o jogo para elogiar o comportamento da torcida. Os presentes até ensaiaram uma vaia quando a produtividade da equipe caiu no primeiro tempo, mas os protestos cessaram depois que o restante dos torcedores se uniu para aplaudir a Seleção. O comportamento mais acolhedor é uma das razões pelas quais a CBF tem procurado marcar os primeiros jogos das Eliminatórias para a Região Nordeste do país. Nas últimas vezes que jogou no Sudeste e Sul, o time teve de conviver com a indiferença do público e saiu de campo vaiado.

“Eles apoiaram no momento que tivemos dificuldades. O jogador se sente mais solto, com mais entusiasmo e sabendo que não será vaiado se errar um drible”, disse Dunga. “Temos que dar os parabéns para o torcedor que entendeu o espírito do jogo. Quando sentiram que o ambiente estava mais tenso, os torcedores aplaudiram e o time voltou com mais gana e qualidade. Queremos manter [esse rendimento] e melhorar”.

O técnico canarinho ainda fez uma tímida projeção para o clássico contra a Argentina, válido pela próxima rodada das Eliminatórias. Os hermanos virão a campo pressionados pelo fato de terem somado um ponto nos dois jogos disputados até aqui. “Independentemente dos dois resultados, é sempre difícil jogar com a Argentina. É um campeonato à parte. Temos que nos preparar da melhor maneira possível. Brasil e Argentina é um pouco diferente, porque quando ganha é normal, mas quando perde cai o mundo. Temos que saber conviver com a pressão.

Fonte – Gazeta Esportiva

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