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Enem tem menor índice de faltosos

O segundo e último dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) contou com uma hora a mais. Os candidatos responderam a 45 questões de matemática, 45 de linguagens, códigos e suas tecnologias e a prova de redação. Com o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, os estudantes aprovaram a proposta da dissertativa. Mas a prova de matemática assustou. O percentual de abstenções nesta edição do Enem, de 25,5%, foi o menor desde a edição de 2009, com 37,7%. Nos dois dias de provas, foram eliminados 743 participantes, menos da metade dos 1.519 excluídos do certame em 2014. Apenas três ocorreram por postagem de imagens do local de provas em redes socais.

Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bloco A, às 14h30 os portões foram reabertos, no bairro da Boa Vista, no Recife. Às 14h51, o estudante Breno Lucas, 22, estava entre os dez primeiros alunos que terminarem a prova. “Foi um tema fácil, porque é uma coisa que passa diariamente no noticiário. Incluí no meu argumento o tráfico de mulheres que são usadas como objetos”, disse. Sobre as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, Lucas achou mais difícil que a edição de 2014. “Bastante complexa, exigiu muita interpretação”, comentou.

Ana Raquel, 23, candidata ao curso de música na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), não sentiu dificuldade ao fazer a redação. “É um tema que atualmente a gente tem visto, principalmente onde moro, na comunidade de Santo Amaro.”

“Como a prova trata de femicídio, lei Maria da Penha, o candidato tinha que deixar a amplitude do tema e apresentar como esse assunto é convencional. Ao longo do tempo, o governo e a sociedade vêm mudando com as conquistas da mulher contra a violência”, disse o professor de redação Mário Sérgio, do Colégio Motivo. Já o professor de matemática Márcio Alves, também do Motivo, comentou a prova de matemática e suas tecnologias: Havia questões bem contextualizadas e elaboradas, tornando-as difíceis.

Em Brasília, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, elogiou a escolha do tema da redação. “Muita relevância para a cultura do Brasil”, comemorou. “Ajuda na reflexão para sete milhões de participantes sobre o tema. Se conseguirmos discutir com transparência, será um grande avanço para a sociedade.”

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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