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Escritor quer voltar 20 anos no tempo e mostrar a crueldade da ditadura

Samarone Lima. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
Samarone Lima. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Com apoio de plataforma de financiamento coletivo, o escritor Samarone Lima pretende reescrever o primeiro livro, (1998), escrito aos 28 anos, a partir do projeto de conclusão da faculdade de jornalismo. A obra versa sobre o militante da Ação Popular Marxista Leninista (APML), José Carlos Novais da Mata Machado, que fugiu de Minas Gerais, onde nasceu, buscou abrigo em Fortaleza (onde chegou a passar fome) e, depois, no Recife, onde foi morto pelo Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), segundo o autor. Acesse aqui o site do projeto. 

A campanha prevê a reedição da versão original do livro e um novo volume, a ser escrito a partir de novas entrevistas e documentos disponibilizados a partir da Comissão da Verdade.  

Como o primeiro livro tomou forma?

Quando estava fazendo o projeto de conclusão do curso, fui para Minas e, naquela época, fazer 20 anos que ele tinha morrido. Só então tive a dimensão da importância dele. Foi um mineiro militante que morreu sob a ditadura. Naquele ano, houve uma semana de homenagens a ele. Fiz uma reportagem biográfica, entrevistei parentes, amigos. Gostei do resultado. Ate hoje recebo e-mails de gente perguntando onde é que compra o livro. 

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

Por que reeditá-lo e reescrevê-lo agora?

O livro é como se fosse o cotidiano da luta, não tem nada de heroico. Sinto que foi uma obra que não caminhou o suficiente. Teve apenas uma edição e uma reimpressão. Vinha já pensando em reeditar, e fiquei incomodando com esses protestos contra governo, contra corrupção, com as pessoas pedindo intervenção militar, perguntando por que não mataram todos no DOI-CODI. Jovens falando coisas assim. Achei que é um momento importante, é bom voltar a publicar o livro para as pessoas saberem como eram as perseguições, as torturas. A nova obra pode ficar mais densa, robusta, com todo o material que acumulei e também pelo grau de maturidade que tenho hoje. 

[embedded content] Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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