Ex-sócio de Eduardo Campos nunca se encontrou com delator da Lava-Jato, diz advogado

O advogado Ademar Rigueira, representante judicial do ex-presidente da Copergás, Aldo Guedes, afirmou que a notícia, veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo,  de que seu cliente teria negociado R$ 20 milhões em propina para a campanha de reeleição de Eduardo Campos não é nova. Ele argumentou que o ex-presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Dalton Santos Avancini, já havia feito a mesma acusação há seis meses, também em delação premiada da Operação Lava-Jato. O advogado esclarece, ainda, que Guedes já prestou esclarecimentos à Polícia Federal e que nada contra ele foi encontrado.“Essa matéria é totalmente requentada. Aldo já deu depoimento à Polícia e esclareceu o fato”, disse, acrescentando que o ex-presidente da Copergás não conhece Dalton Santos e que nunca se encontrou pessoalmente com ele. “Avancini foi chamado novamente para depor e repetiu a mesma denúncia. As autoridades já quebraram todo o sigilo bancário e telefônico de Aldo para investigar e até o momento nada foi encontrado”, afirmou.

Entenda o caso
O ex-presidente da Camargo Corrêa e delator da Lava-Jato, Dalton dos Santos Avancini, afirmou aos investigadores da operação ter se encontrado em 2010 com o empresário e ex-sócio de Eduardo Campos.Aldo Guedes Álvaro no shopping Iguatemi, em São Paulo, para acertar o suposto pagamento de propina de R$ 20 milhões da empreiteira para abastecer o caixa 2 da campanha à reeleição do então governador de Pernambuco.

No encontro, relatou Avancini, Aldo teria cobrado a “contribuição” de R$ 20 milhões e afirmado que ela havia sido prometida pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. O valor deveria ser pago pelas empresas que tinham conseguido contratos nas obras da Refinaria de Abreu e Lima, megaempreendimento da estatal no Estado de Pernambuco, dentro do esquema de corrupção instalado na Petrobrás.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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