Facebook x YouTube: 4 questões para entender essa disputa

Nos últimos, especialistas e analistas da indústria de tecnologia têm apostado que o Facebook pode, em breve, tomar o lugar do YouTube como plataforma de vídeos mais popular do mundo. A previsão é justificada pelas recentes adições de Zuckerberg na área de vídeos, como o suporte a arquivos em 360 graus e o lançamento de ferramentas como o Facebook Live, que permite a transmissão ao vivo dentro da rede social.

Mas será que o Facebook conseguirá substituir o YouTube? Confira 4 aspectos da disputa e faça suas apostas:

1. Público segmentado = mais dinheiro

Em teoria, um anunciante que desejar que sua publicidade seja vista por um grupo específico deve escolher o Facebook sem grandes chances de se decepcionar com o resultado. Comercialmente falando, essa é uma vantagem em relação ao YouTube, já que por lá o público é menos segmentado. Isso significa que as chances de “acertar o alvo” no Facebook são maiores do que na plataforma de vídeos do Google.

As empresas já sabem disso. Uma pesquisa realizada pela consultoria Mixpo mostra que mais anúnciantes planejam rodar campanhas de vídeos na rede social do que em qualquer outra plataforma.

2. A polêmica das visualizações

Uma das métricas utilizadas para definir o preço de um anúncio em vídeo na internet é o número de visualizações. O problema, nesse caso, é que as estatísticas do Facebook e do YouTube são obtidas de maneiras diferentes. Enquanto no primeiro site os vídeos começam a rodar sozinhos e uma visualização é contabilizada depois de 3 segundos de reprodução, no segundo é preciso clicar no link e aguardar 30 segundos para contar uma visualização.

Segundo analistas, fica difícil avaliar quantos vídeos são visualizados no Facebook conscientemente pelo usuário.

3. Duas plataformas, dois propósitos

Especialistas apontam ainda que o maior problema na comparação das duas plataformas é o fato de que elas estão servindo para duas experiências de usuário completamente diferentes. Enquanto o Facebook é uma rede social que tem como objetivo conectar as pessoas, o YouTube foi especificamente projetado como uma rede de compartilhamento e visualização de vídeos.

O cenário, no entanto, não deve permanecer tão separado assim. As investidas de Zuckerberg no setor mostram que a rede social pretende trazer cada vez mais os vídeos para sua plataforma.

4. Quem ganha?

Com a competição entre duas gigantes, quem deve ganhar é o anunciante, já que a disputa por verbas publicitárias pode fazer com que os preços dos anúncios sejam reduzidos.

O usuário também deve perceber algumas melhoras: para se manterem relevantes, as duas plataformas devem anunciar novas ferramentas e aprimorar recursos, com o objetivo de conquistar a audiência.

Via TheNextWeb

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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