Últimas

Força árabe-curda anuncia 1a. ofensiva contra Estado Islâmico na Síria

Uma coalizão árabe-curda anunciou neste sábado ter lançado sua primeira ofensiva contra os territórios controlados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

A operação, anunciada em um comunicado das Forças Democráticas Sírias (FDS), começou na noite de sexta-feira contra os territórios controlados pelo EI na província de Hasake (nordeste).

Em outubro, as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), a principal milícia curda, e grupos rebeldes árabes que lutavam juntos há muito tempo decidiram criar uma coalizão que inclui curdos, árabes e cristãos siríacos.

Segundo o comunicado, esta primeira ação militar receberá apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos, que realiza bombardeiros aéreos na Síria desde setembro de 2014.

Na véspera, os Estados Unidos enviarão para a Síria cerca de cinquenta homens das forças especiais, uma decisão que supõe uma guinada na política do presidente Barack Obama no âmbito da operação de guerra internacional contra o EI no país.

Em quatro anos e meio de um conflito que deixou mais de 250 mil mortos, esta é a primeira vez que Washington enviará oficialmente militares ao território sírio – embora no papel de assessores, não de combatentes.

Estas forças imitariam as que operam no Iraque, que treinam tropas locais, oferecem armas e dão apoio aéreo.

Mas no Iraque, a linha entre os combatentes e os não combatentes é muito difusa. Em uma ofensiva recente, um soldado americano morreu. Foi o primeiro a morrer em operações em terra no Iraque desde que Washington iniciou a ofensiva contra a organização jihadista.

Oficialmente, os militares estarão restritos ao papel de assistência e de assessoramento dos grupos rebeldes sírios moderados.

Segundo a Casa Branca, não houve mudança da política americana na Síria.

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, admitiu, no entanto, que Washington tinha “mudado de opinião sobre seu compromisso militar na Síria”.

A decisão de Obama não passa de simbólica, mas representa uma guinada para um presidente que até agora se mostrou cético sobre o intervencionismo militar e que, depois da retirada do Iraque, não quer voltar a ver os Estados Unidos na linha de frente de um conflito no Oriente Médio.

Desde que começou a guerra civil na Síria, em 2011, os Estados Unidos sempre rejeitaram se envolver militarmente até criar uma coalizão de 65 países, que bombardeia o EI e outros grupos jihadistas na Síria e no Iraque.

Simultaneamente aos seus bombardeios contra os jihadistas, as diplomacias americana e russa mantiveram nesta sexta-feira, em Viena, consultas multilaterais com vistas a uma solução política para a guerra na Síria.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *