Google nega pedido dos EUA para retirar sites piratas das buscas; entenda

Em uma carta aberta ao órgão responsável pela propriedade intelectual nos Estados Unidos divulgada nesta sexta-feira, 23, o Google afirmou que se opõe à prática de remoção de sites inteiros dos resultados de pesquisa. Recentemente, o coordenador do órgão, Daniel Marti, solicitou que as páginas que violem direitos autorais sejam eliminadas das buscas do site.

De acordo com a empresa, uma abordagem rígida como essa leva à censura de material legal, já que muitas vezes os domínios que contêm material que viole a propriedade do autor são, em grande parte, blogs e redes sociais. “É raro que um site contenha somente conteúdo infrator”, explica o Google. “Se os Estados Unidos abraçarem essa abordagem, irão encorajar outros países a buscarem soluções de remoção similares por violações de suas leis”.

Um estudo feito em 2013 pela consultoria Millward Brown mostra que 20% da audiência dessas páginas vem de resultados de busca de grandes sites como o Google. Assim, ao excluir sites piratas dos motores de busca, sua audiência seria visivelmente impactada, reduzindo as chances de ganhos com publicidade e, ocasionalmente, contribuindo para o seu fechamento.

O Google confirmou a estatística, mas minimizou o impacto dos motores de busca. Segundo a empresa, o tráfego vindo da pesquisa não é a principal fonte de receita dessas páginas. A companhia afirmou ainda que a remoção de sites inteiros poderia resultar apenas na mudança do conteúdo pirata pata outros domínios. Nesse caso, a melhor medida seria impedir o fluxo de receita vindo de empresas legítimas que anunciam nos sites.

Via TechCrunch

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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