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Israel: Onda de violência continua apesar de acordo negociado pelos EUA

Palestinos promoveram novos ataques contra israelenses neste domingo, apesar de um acordo intermediado pelos Estados Unidos neste fim de semana, que tinha como objetivo neutralizar a mais recente onda de violência. O acordo entre EUA, Jordânia e Israel foi um esforço para tornar mais claras as diretrizes para o gerenciamento conjunto de locais sagrados em Jerusalém. A tensão sobre esses locais desencadeou a última onda de confrontos entre judeus e palestinos, que começou em meados de setembro.

O acordo havia sido negociado pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em visita a região, depois de se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na quinta-feira em Berlim. Kerry, em seguida, se reuniu no sábado em Amã com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e com o rei Abdullah II, da Jordânia, que tem a custódia conjunta, junto com Israel, do local sagrado de Jerusalém conhecido como o Monte do Templo para os judeus e Haram al-Sharif, ou Santuário Nobre, para os muçulmanos.

Atualmente, apenas os muçulmanos estão autorizados a rezar no local, e os judeus estão autorizados apenas a visitar a área, que fica no topo do Muro das Lamentações – local sagrado do judaísmo. Líderes palestinos afirmaram que Israel está mudando as regras para permitir orações judaicas no monte – uma alegação que tem alimentado tensão e violência. Sob o acordo alcançado no sábado, Jordânia e Israel estabeleceriam vigilância de vídeo 24 horas do local sagrado para assegurar a palestinos que o status quo não está mudando e que as forças israelenses não estão provocando fiéis palestinos. Mas a violência prosseguiu no domingo.

Dois palestinos esfaquearam um civil israelense no assentamento judeu de Gush Etzion, na Cisjordânia, ao sul de Jerusalém, informou o Exército israelense. O civil disparou contra os agressores, que fugiram do local, conforme os militares. As forças de segurança israelenses mataram uma mulher palestina na cidade de Hebron, depois que ela foi parada por agir de forma suspeita e puxou uma faca, de acordo com a polícia israelense. Também neste domingo, um palestino esfaqueou um jovem israelense perto do assentamento judeu de Ariel, na Cisjordânia. O israelense foi ferido e o agressor fugiu, mas foi preso mais tarde, conforme as Forças Armadas israelenses.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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