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Lessa rejeita pedir desculpas a Teotonio

Sentença prevê oito meses de prestação de serviços à comunidade e multa de 20 salários minimos

 

Como diz o radialista França Moura, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Essa foi a tese da defesa do deputado Ronaldo Lessa (PDT) na Justiça estadual e no Supremo Tribunal Federal (STF), no processo de calúnia eleitoral contra o ex-governador Teotonio Vilela (PSDB).

Não colou.

A segunda turma do STF manteve nesta terça-feira (27) a condenação do parlamentar. Pela sentença, Lessa deve prestar serviços à comunidade por oito meses e pagar multa de 20 salários mínimos.

Ronaldo Lessa insiste que não acusou Teotonio de ser o responsável pelo arrombamento de seu comitê político, no meio do segundo turno da campanha eleitoral de 2010, onde ambos disputavam o governo estadual.

Levaram do comitê de Lessa documentos e dois computadores.

Ora, vejamos, o que disse Lessa ao Jornal Gazeta de Alagoas, na época:

“Uma coisa é determinante, não há a menor dúvida de que foi coisa dirigida politicamente. E vejo o candidato que é nosso adversário como o principal suspeito”.

A defesa de Lessa explica:

“Ele jamais falou em qualquer momento no nome do sr. Teotonio Vilela Filho”.

A argumentação é que a Gazeta de Alagoas ‘distorceu’ as palavras de Lessa.

Segundo a defesa do deputado, ele apenas responde “com certeza” quando indagado pelo jornalista se o furto foi dirigido politicamente. Depois, questionado sobre quem seria o suspeito, disse: “O governo é o maior suspeito”.

Pois, então, quem era no momento o governo???!!!!!

Teotonio era o governador, eleito em 2006, e disputava a reeleição.

A condenação aconteceu ano passado, quando Lessa ainda não era deputado federal. Ele recorreu da sentença, elegeu-se para a Câmara dos Deputados e o processo foi para o STF. Segundo reportagem sobre o caso, ontem à noite, na TV Pajuçara, a defesa de Ronaldo Lessa entrará com novo recurso no Supremo.

De Lessa, a defesa do ex-governador Teotonio Vilela queria apenas o óbvio: pedido público de desculpas.

Não houve.

E Ronaldo Lessa segue, tentando emplacar que a culpa é da imprensa.

No caso, em particular, da Gazeta de Fernando Collor.

A propósito, por se tratar de um crime contra a honra, Lessa não fica sujeito à cassação do mandato. A calúnia não está entre os crimes da Lei da Ficha Limpa, que levam à inegibilidade.

(Com informações do G1)

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