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Marcius Beltrão desabafa sobre a greve da Educação: “Virou briga partidária”

Apesar do prefeito Marcius Beltrão ter garantido que concederia  o reajuste de 7% proposto pelo Sindspem, durante encontro com o Ministério Público, os servidores ainda permanecem em greve. Isso, mesmo depois da Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores (Improvisada), em que tratou o assunto.
O movimento grevista com o passar dos meses começou a ficar enfraquecido. Das cerca de 31 escolas, 23 retomaram suas atividades. Outro ponto observado que contribuiu com o enfraquecimento, é que apesar da paralisação, em momento algum, os servidores tiveram prejuízos com seus vencimentos, recebendo rigorosamente em dia.
“Somos solidários ao movimento grevista. Por vezes tentamos negociar para por fim. Com a intervenção do Ministério Público, mais uma rodada de negociações foi iniciada. Ao final, chegamos a um acordo e aceitamos a proposta do Sindspem para o reajuste de 7%. Até aí tudo bem. O assunto foi tema de uma Audiência Pública, novamente garanti que concederia o reajuste e enviaria o Projeto de Lei no mesmo dia para ser apreciado e aprovado. Apesar da garantia do reajuste, o Projeto foi devolvido e os servidores não retomaram suas atividades. O sindicado sem ter posto nas discussões, queria o retroativo mesmo sem trabalhar”, criticou.
Diante dos acontecimentos que passaram a nortear o movimento grevista, sem respaldo para seguir com a paralisação, o chefe do Executivo acredita que possuem pessoas envolvidas erguendo bandeira política no meio da paralisação.
“Existem vídeos e gravações de áudio, tanto na Câmara, quando em rádios da cidade, onde em momento algum, se fala em retroativo. Apenas no reajuste. Quando aceitamos conceder, surgiu mais uma pauta. Sabemos que existem professores conscientes na greve que lutam pelos seus direitos. Mas, também sabemos que existem pessoas querendo confundir, tornar o movimento grevista um palanque eleitoral. Esse é o único motivo que pode justificar a sua continuação. Eu tenho uma palavra só. Mandei o Projeto de Lei com o reajuste, não foi aprovado. Vou mandar novamente, e vamos aguardar mais uma vez o que vai acontecer. Diante dos últimos acontecimentos, aproveito para pedir aos pais e alunos, para que se engajem e cobrem o fim da greve. Todos devem ir ao Sindspem e à Câmara cobrar a aprovação”, encerrou Marcius Beltrão.
Diante de mais um impasse, sobre o retroativo, o Ministério Público enviou para o Município um documento reafirmando que durante a Audiência Pública, não houve debate sobre este ponto. Igualmente ao órgão, o Legislativo também se posicionou, garantindo que durante as discussões apenas foi posto o reajuste.
A presidenta do Sindspem, Ana Flávia Teixeira, em rádios locais durante entrevistas, confirmou que não discutiu durante as negociações o retroativo. Este pleito também não foi posto no encontro com o representante do Ministério Público e, durante a Audiência Pública. Nesta sexta-feira (23), o projeto de Lei foi enviado à Câmara para uma nova apreciação, o que deve ocorrer em sessão extraordinária na próxima semana.
POr Secom

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