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Mercado oferece grande variedade de rações, mas dieta deve ser adequada ao seu cachorro

Escolha da ração deve levar em conta tamanho e idade do seu cãozinho (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Escolha da ração deve levar em conta tamanho e idade do seu cãozinho

Sabe aquele hábito de “dividir” a comida com o seu cachorro, dando sempre um pedacinho de pão ou biscoito quando ele pede? E se ele der a patinha para pedir? Fica mais fofo ainda, não? Pois é, pode parecer que você está sendo legal com ele, mas o seu pet pode sofrer as consequências do desequilíbrio da alimentação. Sem o consumo adequado dos nutrientes diários necessários, o animalzinho pode adquirir doenças como obesidade, anemia, hiperlipidemia, raquitismo ou hipovitaminose, entre outras. Por isso, é importante buscar orientação com um veterinário e conhecer as diversas opções disponíveis.

O caminho mais certo para não errar continua sendo a ração, mas não é tão simples assim. Tem ração adequada para os tamanhos e idades dos cãezinhos e uma escala de qualidade na elaboração da comida: super premium, premium, standard e combate. Segundo o veterinário Philipe Cardoso, especialista em nutrição, as indicações são baseadas nas necessidades de consumo diário do animal. “A super premium e a premium são as de melhor qualidade proteica e de digestão, mas, na maioria das vezes, o proprietário não tem condição de comprar, em razão do preço. Nesse caso, pode ser que uma ração standard com uma suplementação vitamínica seja suficiente, mas é sempre bom conversar com o veterinário para ele indicar a melhor alimentação para o seu pet”.

De acordo com o veterinário, além da escolha da ração, é preciso administrá-la na quantidade correta, se possível usando uma balança. Para saber o quanto seu cão pode comer, é preciso observar as informações da embalagem. Baseados no porte (miniatura, pequeno, médio, grande ou gigante), na idade, no peso e no nível de atividade do animal (baixa, moderada e alta), os fornecedores dizem quanto em gramas por dia deve ser oferecido ao cão. “Às vezes, a pessoa pega um copo ou mede na mão na hora de dar comida, e isso é um problema muito grande. É preciso observar a quantidade correta para cada animal”, afirma Philipe.

Há ainda as chamadas rações terapêuticas, desenvolvidas para auxiliar no tratamento de doenças como as renais, a diabetes, a obesidade, a urinária e a cardíaca. Também existe alimentação específica para as grávidas, os idosos e os animais castrados. O mercado oferece ainda rações para raças específicas. Segundo Cardoso, o objetivo delas é buscar a precisão nutricional, mas não quer dizer que seja necessário optar por elas. Cuidado com as rações com corantes. É preciso checar se elas são produzidas de forma natural ou química.

Algumas frutas e legumes estão liberados, desde que sejam oferecidos como petiscos e não atrapalhem o consumo necessário da ração. O cãozinho pode comer banana, maçã sem o talo, manga e legumes na maioria cozidos e sem casca. Ele deve passar longe, porém, de frutas cítricas, uvas, cebola, alho, chocolate, batata crua e semente de frutas, por exemplo, que não são alimentos recomendados para cães.

O veterinário faz um alerta àqueles que optam pela alimentação natural para os seus bichinhos. É preciso observar as quantidades diárias necessárias e, para isso, é bom buscar auxílio com um veterinário-nutrólogo. Mais do que isso, tem de seguir a dieta à risca. “Para o proprietário preparar o alimento no dia a dia, precisa de muita disciplina. Se ele pudesse todo dia oferecer produtos saudáveis e frescos nas porções certas de gordura, vitamina e demais nutrientes, seria o ideal, mas há muitas situações que fazem com que essa alimentação possa vir inadequada ou na quantidade errada”, diz.

Outra dica é, ao observar qualquer sinal de alteração no animal, procurar um diagnóstico de um profissional. Por exemplo: não quer dizer que um cão gordinho seja obeso, e, mesmo se for, a alimentação pode não ser o único fator desencadeador. “Antes de tentar diagnosticar seu cão usando a internet, procure orientação de um veterinário, que vai avaliar clinicamente seu animal. No caso da obesidade, outros fatores, como problemas hormonais, devem ser investigados”, afirma.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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